Pintor: No sertão árido, Alice está sentada em uma pedra, contemplando a encruzilhada à sua frente sem saber para onde ir.
De um lado o som de uma viola vem lhe acaricia os ouvidos, do outro, ela está avistar uma casa Azul.
Alice: - Estou a sonhar? Coisas estranhas estão a me acontecer. Esta casa parece-me familiar. Ontem mesmo sonhei que estava a debruçar numa das janelas.
Pintor: Havia seis janelas na casa e elas estavam todas abertas, mas a porta permanecia fechada a chave.
Alice contornou a casa tentando seguindo para o norte enxergar o que havia dentro. Num instante já estava pulando a janela dos fundos, sem se perguntar por nenhum momento se alguém iria chegar.
Foi parar no sótão.
Dizem que na vida tibetana o corpo é figurado por uma casa de seis janelas e que a casa representa o ser interior; os andares, a
cave e o sótão são os vários estados da alma.
Isso representa que Alice está num momento de sublimação espiritual.
Alice: Esta casa faz sentir-me sozinha. Ela é oca, não tem nada. Onde estão os móveis?
Que cheiro é esse?
Cheira café.
Parece que vem da cozinha.
Olha! Tem andares. Lá de fora ela parecia tão pequenina.
Nossa são muitos andares, incrível.
Olha! Tem café, tem um forno à lenha e o café está quente. Que maravilha.
Será que tens alguém a chegar?
O que vou dizer?
Deixa me ver uhmmmm...
Vou dizer que precisava muito ir ao banheiro. Que tava com uma dor de barriga insuportável, daquelas que poderiam fazer com que eu borrasse todo o nordeste. Imagina o sertão cheio de bosta.
O que são aquelas cartas no vão da janela?
Dançarina: Seu destino menina Alice.
Pintor: Alice distraída não percebeu que dos andares surgia uma mulher com os pés seminus.
Alice: Como sabes meu nome?
Dançarina: Chegastes cedo flor.
O café está fresco.
Percebeste o pé de café no jardim?
Vou colocar a mesa. Vais comer beterrabas raladas e quando terminar-tes tirarei as cartas pra você. E dai por diante será dona de seu destino. Não terás mais os Deuses a lhe acompanhar. Será responsável por suas escolhas. Será dona de si, estará livre...
Alice: Quem és tu?
Pintor: É a dançarina que dança firme e equilibrada como a terra, que dança pelo cosmo. Ela é o Resultado de todas as outras cartas, é o Mundo, que representa a consciência de pertencer, vir e voltar a terra, quer dizer vida eterna, recompensa, conclusão, caminho da libertação. Na carta ela olha a folha que simboliza a consciência de ter a mesma origem das plantas, a terra.
Alice: Morastes sozinha?
Dançarina: No segundo andar dorme o anjo. No terceiro, sobre a janela, repousa uma águia. No quinto, dorme o touro, e no penúltimo, mora o leão, quardião da porta dos céus. Só os seguros e corajosos poderão passar por lá.
A velhice aparece como uma janela aberta para a questão do tempo.
A dançarina está no passado que pode ser uma velinha que está no tempo real de Alice. Alice viajou no tempo e foi parar no sertão. Mas por que ela volta pra traz? Pra entender o passado e recontar numa história mais contemporânea... Mas como ela lida com esse passado? Ela não era nem viva.
A velha escondia as melhores história que contiam todos os segredos da humanidade num baú. As histórias eram mantidas numa embalagem térmica embaixo dos sapatos... lá tinham muitos sapatos de todos os tipos. Eu gostei mais do allstar de cano alto, ela era uma velinha moderna...
Alice: E este bastão, pra que serve? É seu?
Dançarina: Sim, é meu. Carrego comigo. Ele tem ponta dupla, veja só. Simboliza poder em toda parte...
Gostastes das beterrabas?
Alice: Sim, muito, elas têm gosto de morango com chocolate, as vezes tem gosto também de pé-de-muleque.
Você pode tirar as cartas pra mim agora?
Dançarina: Claro flor, mas antes você deve saber de algumas coisas.
Deves fazer uma pergunta antes de virar a carta escolhida, e ela lhe dará a sorte.
Alice: Qual é o meu destino? Pra onde vou?
Eu escolho está carta.
Dançarina: Esta é a carta do Diabo 15
- Criado por pesadelos e paranóia, representa o pior do homem, o boi morto representa o inferno.
A Roda da Fortuna 10
- A Roda representa conseqüência, inevitabilidade, destino.
- Esfinge (equilíbrio) vê e sabe
- Macaco (Tifos, o monstro grego, se dá mal, desce)
- Pavão (expansão e riqueza, se dá bem, sobe)
- Fumaça (forma de espírito)
O Imperador 4
- O Imperador é o poder mundano, sucesso, paternidade.
- Coroa despretensiosa (chapéu de lado, tá tranquilão)
- Cetro para cima (viola, influencia ativa)
- Amuleto circular de ouro (continuidade do seu poder)
- Pernas cruzadas (tá relax)
- Montanha atrás que ele já escalou antes (venceu dificuldades)
O Carro 7
- Agitação, conflitos, viagem.
- Rostos dos irmãos Urim e Thummim, que ouvem a vontade de deus.
Alice: Sim, mas não entendo como estas informações todas respondem a minha pergunta.
Dançarina: Flor, estas são as simbologias. Agora vou interpretá-la pra você.
Ao sair da casa, encontrará com um violeiro (onde posso trazer a cena de sacrifício do Caio e trazer o texto dele) que lhe dará um dom em troca de sua alma. Este dom lhe levará para onde quiseres.
Está a entender?
Podes escolher partir ou ficar e subir os andares da casa.
Alice: Vou até o jardim.
Narrador: Lá no jardim, Alice encontrava o fôlego que precisava para decidir o que iria fazer...
Encruzilhada, Alice passa pela encruzilhada e presencia um sacrifício. Ou o sacrifício pode acontecer dentro da casa. Ai posso trazer a cena de cada um de nós... Foram experimentos adaptados ao texto.
Tenho de pensar num fio condutor que amarrem todas essas vivencias.
Jangadeira. Alice faz a travessia numa jangada, que pode simbolizar o navio de O’NNIL. Trazer algumas imagens visuais, gravações...
A janela da casa da anninha me chamou atenção... como lido com meus demônios?
Vou remexer no texto, trazendo essas cenas da casa e depois vou escrever pro Jorge.
O amolador de facas. A faca. A filha que mata a mãe a facadas e que culpa o amolador de facas. Tem uma lenda que diz que toda vez que passa o amolador de facas numa rua, alguém morre.
Pintor: Encantada com aquele som que diminui a sua angústia, ela Nem se dá conta do VIOLEIRO que vem se aproximando.
Eles começam a conversar e o Violeiro lhe conta muitas estórias; vendo que ele é um homem muito sabido, Alice pergunta que caminho deve tomar.
Ele só consente em, responder caso ela lhe dê algo em troca.
Alice se desculpa dizendo:
“A única coisa que tenho é esse bilhetinho da sorte, mas isso eu não posso te dar.”
O Violeiro, muito esperto, retruca:
“Não tem problema, como gostei de você vou fazer uma concessão. Te indico o caminho certo e você me dá só a sua alma, feito?”
“Feito”
Os dois adormecem e quando Alice acorda, nota que o violeiro se foi, mas deixou a viola como um presente para ela.
Tenho de abrir para uma idéia que caiba todas essas.
A questão da educação, o monólogo do Caio
O que A quer de B
O QUE a PODE FAZER PARA OBTER O QUE QUER DE b
O QUE AS PESSOAS QUEREM UMA DAS OUTRAS.
- A Terra, o circo inteiro é um ícone pra cada uma das outras cartas.
Escola superior de musica e artes do espetáculo. ESMAE - Portugal
19h30 quarta centro cultural vergueiro.
O espantalho teso 1999 - Jorge
A velhice aparece como uma janela aberta para a questão do tempo.
Numa das janelas abertas, a velhice aparecia para a questão do tempo. O que tem haver a velhice nisso tudo.
Meus fatos, são as peças de meu prega-cabeças. Acredito que tenho de arrumar um psicólogo, preciso de ajuda para buscar meu eu interior. Quem sou eu? Pra assim saber me posicionar. O que me tornei. Para o que tenho de aprofundar?
Preciso ter a sensação do espelho. O que é esse espelho? Essa questão do espelho. A casa. O banheiro. O vídeo pro teatro. Porque trazer o vídeo pro teatro? A escrita me desafia.
Escrita como um espelho.
Alice ao quadrado – fiz uma experiência de levitar, enquanto escutava um mantra na casa da Didi. Senti coisas diferentes. Senti três. Sim. Eu, minha alma e algo que nos conduziam. Em meus pensamentos só chamava pelos deuses, deuses que não sei quem são, mas que os chamavam mesmo assim. Não os escutei, mas a sensação me valeu. Havia fumado maconha.
Buscar dar uma narrativa as minhas vivencias. Desafio os lugares. Saboreio cada sensação. Algumas situações me desesperam, me deixam sem jeito. Estudo a escola das vivencias.
Por que o sertão? O que é esse sertão? Posso ir para Euclides da Cunha.
Acho que escrever hoje é também ressuscitar, a nossa maneira de compreender, histórias de grandes escritores quem compuseram a literatura brasileira. Sei que são muitos e que muitos desses eu não pude conhecer e me da uma insegurança de aprofundar em escritores que são os selecionados por questões outras que não falam da importância de sua escrita.
Fragmentos
Café - Viver
Cacau – Já vivi
Como entraria Artho?
Como se Alice bem pequeninhina, caísse num tabuleiro de teclas de um teclado de computador. Nas teclas a figura estampada eram todas iguais, eram setas que indicava muitos caminhos diferentes. Um labirinto de setas, e eram luminosas. Parecia um jogo. Alice percebeu que aquele tabuleiro que parecido com um teclado de computadores. A menina buscava dar sentido aquela situação. Percebeu que havia sido sugada por um computador.
Posso trazer esse moço da maleta preta.
Trazer esse universo virtual. E que ela tinha um blog. Que ela estava presa num quarto que era seu blog. E lá ela escrevia o que ela tinha vontade, destemidamente, pois ninguém a leria. Trazer o virtual pro livro.
Muitas coisas para entrar em conexão.
O romper do cordão umbilical.
O texto da Paloma.
Talvez trazer uma questão que me assustado. Assustei-me com algumas de minhas ações. Pelas quais me culpo.
Loucuras de paixão.
Como coloco a questão do teatro?
O Bailado do Deus Morto – Essa história me pegou de surpresa.
Vou estender um varal
Primeiro cavo dois buracos distantes um do outro, depois encaixo os tocos de madeira. Agora sim, estico um barbante de náilon e os amarro. Pronto, está pronto meu varal.
Agora vou estender as roupas: são todas camisetas brancas e em cada uma delas está escrito uma palavra diferente que necessitam de ser muito bem compreendidas.
Na primeira camiseta que peguei do balde estava escrito Café. Olhei bem praquela palavra, praquelas letras. Passei a trazer conexões para essa palavra, a principio trouxe vivencias relacionadas à semente.
No jardim de minha casa de um pé de café. O café é colhido pelo meu pai. Depois é posto ao sol para secar. Meus pais trabalharam por muito tempo em roças no Estado de Minas Gerais, ambos são mineiros, por isso essa vivencia do café no jardim de nosso quintal. Depois de seca ela é moída, por um moedor que fica encaixada numa mesa que fica no quintal. Tomo o café e acompanho todo o processo do acesso dele até mim.
Li um livro que falava só sobre o café, me ajudou há compreender um pouco mais. Fiz algumas busca no Google, recorri alguns livros didáticos de história. Um amigo desenhista, Glaucos, fez uma experiência com o resto do pó-de-café numa das capas de meu CD. Isso aproximou mais a pesquisa para meu trabalho artístico. E de todo esse contato na pesquisa me ficou algo forte. Esta semente foi responsável por muitos acontecimentos históricos, isso dentro de uma visão da economia brasileira. É a semente que sustentou e ainda tem sustentado fortemente a lógica capitalista no Brasil. Fiquei pensando como trabalhar este fato dentro de minha criação artística? O café também entrou em parte do texto do Auto.
Sinto a necessidade agora de escrever uma síntese dessa pesquisa. De ir talvez a Santos e tirar algumas fotos. Entender isso tudo como um trabalho de geografia no qual tenho agora de entregar para a professora. Com capa, índice... Tenho tomado mais café. Tenho de organizar essa pesquisa. No meu blog também tem muitas coisas que encontrei no site de busca chamado Google.
Qual é a simbologia do varal?
Por que camisetas?
Prendedores.
Qual escritor trás essa questão do café em sua literatura? Perceber como posso trabalhar essa idéia.
A garota que colhia café. A garota que não comprava café. Alice e o pé – de - café.
Alice e o cafezal
O cafezal de Alice
Alice e o Pé de Café
Um pé de café mesmo, como se o pé de café tivesse mesmo um pé. Um pé só. Que já nos remete o saci.
Alice e o pé - de - café
Trazer a história do café junto com a história do teatro.
O pé de café ficou com vontade de se olhar no espelho.
Eu acredito ter compreendido algo somente depois de ter explicado.
Os personagens, ou temas podem se encontrar numa narrativa literária.
Quem é Alice? Alice até agora foi um personagem no qual trago minhas vivencias de uma maneira simbólica.
Partindo do ponto no qual Alice esta dormindo e tudo o que ela acha que esta vivenciando é somente sonho. E como é este estado de sono. Por que ela dorme. Por que inicia-se e ela esta dormindo. Alice pode estar hospitalizada.
Estendi a camiseta...
A roupa tapa a nudez – posso ir pra esse lado da simbologia da camiseta. Onde pode entrar a lavadeira.
Desafiar os padrões burocráticos.
Estou num processo introdutório de aprendizagem sobre a escrita e o teatro.
Mascaras
Alice morre, é como se seu corpo não mais lhe obedecesse. Ela se vê presa num quadro vazio. Onde não podia se mexer nem falar. Mas tinha consciência de tudo, menos o controle da fala e do corpo. Não sentia mais seu corpo.
Dentro disso ela abriu portas para sua imaginação, pois só assim não entraria em desespero. Acho que esse fato traria o contexto pra mais próximo do leitor... ai posso trazer esse imaginário de Alice junto a algumas interrupções, tipo de eletrochoque pra tentar reanima-la. Posso trazer pra questão da autanazia. Quando Alice esta pra chegar numa conclusão da história, Alice morre por ter seus aparelhos desligados.
Se eu for para esse lado, vou ter de vivenciar hospitais.
Não sei se me agrada o cenário de um hospital.
Posso trazer uma imagem do que acho que é a morte. Posso trazer essas sensações.
Posso brincar com cenas atemporais.
Não preciso me preocupar com a sena externa agora. Pode ser uma casa. Alice pode estar num quarto. Pode ter uma mulher que cuida de Alice. E depois pode ir pra uma sena de gravação de um curta, ai corta.
Cena: Varal
Alice estende sua calcinha no varal.
A cena das aulas de dramaturgia, buscar uma liga na história do amolador de facas junto a minha história.
Tem uma faca na carta do pintor. Essa faca pode ser amolada pelo amolador de facas...
Vertigens
Uma história vertiginosa.
Como trago a energia do teatro pra minha escrita. Acho que quando misturo a pesquisa com o Brasil primitivo junto ao teatro primitivo, trago duas coisas, que pra mim, são importantes para eu aprender e compartilhar.
Tenho de ler aqueles dois livros. Sobre o Brasil primitivo e o homem no cosmo. E daí trazer o café.
O café me exige que eu pesquise e aprofundo algumas questões. Vou tentar traçar uma linha pesquisa. Onde começo pelo cosmo, Brasil primitivo, café, America latina. E o teatro nisso tudo.
O primitivo e as transformações abstratas.
São questões que tenho de amarrar trazendo sentido, significados.
Alice e a maquina do tempo. Onde posso trabalhar a ampulheta. A questão do tempo. E como posso voltar ao tempo?
A maquina do tempo pode. Para atravessar o tempo é necessário que Alice abra um guarda-chuva embaixo do chuveiro. Ai ela se transporta. Para um lugar quente, o sertão, no qual precisa e usa o seu guarda-sol. Nessa costura já consigo trazer o que já escrevi no sertão.
Essa coisa do vídeo pode aproximar mais esse outro mundo, penso na internet de alguma maneira também. Posso trazer a radio.
Antes encalhada do que atravessada.
Essa maquina do tempo pode simbolizar o eu que vive sua vida cotidiana para o eu que escreve essa história da Alice ao Quadrado = . os momentos de transição são quando vou dormir, quando leio.
Questionei, como poderia dizer que tinha como referencia o escritor Nelson Rodrigues? Ele veio no decorrer do processo de pesquisa. Sonia torna-se Alice. Me coloco como uma entidade que respeita muito a entidade de Nelson e me atento em tentar entender o por quero algumas entidades junto de meu trabalho. Quero escutar e somar, tornar uma força só. Uma bola de energias positivas em prol da busca da evolução enquanto ser humano natural...
(Alice)²=
Parte Sertão
(posso relacionar com os sertões de Euclides da Cunha)
(canário de quando Alice estiver na casa: Cenário sem móveis. Apenas um piano. Alice sentada ao piano. Vestindo só a calcinha. Rosto atormentado, que faz lembrar certas máscaras antigas. Mãos pousadas sobre as teclas. Ao fundo, o som da macumba, que acompanhará toda a ação. Ao começar, a cena está mergulhada na sombra. Apenas uma única luz, incidindo a imagem projetada na parede (explicar essa cena). E, então, ela executa um trecho do improviso em lá menor de Aline Reis. Seu rosto passa a exprimir paixão, quase a êxtase amoroso. Corta bruscamente a música (A campainha toca). Ilumina-se o resto do palco. Alice ergue-se sem sair do lugar, terror (essa cena tem de ser feita filmada).
A alma que vai interagir agora...
Rubrica: Alice descobre que pode atravessar os tempos. Para isso precisa estar no banheiro debaixo do chuveiro ligado com um guarda-chuva aberto sobre sua cabeça de frente a um espelho. Alice é tele transportada pra um lugar muito quente, onde precisará também de seu guarda-chuva quem então se tornara um guarda-sol.
Pintor: No sertão árido, Alice está sentada em uma pedra, contemplando a encruzilhada à sua frente sem saber para onde ir. De um lado o som de uma viola vem lhe acaricia os ouvidos, do outro, ela está avistar uma casinha lilás.
Alice: - Estou a sonhar? Coisas estranhas estão a me acontecer. Esta casa parece-me familiar. Ontem mesmo sonhei que estava a debruçar numa das janelas. E essa musica de onde vem?
- Alice!... Alice!... Alice!...
Quem é Alice? E onde está Alice?
Alice está aqui, ali,em toda parte!
Alice sempre Alice...
Um rosto me acompanha... e um guarda chuva...e a roupa de baixo.
O guarda-chuva que me persegue... de quem será meu Deus?
Mas eu não estou louca!
Evidente, natural!... Até,pelo contrario, sempre tive medo de gente doida!
Só não sei o que estou fazendo aqui...
Nem sei que lugar é este.
Pintor: Havia seis janelas na casa e elas estavam todas abertas, mas a porta permanecia fechada a chave.
Alice contornou a casa tentando enxergar o que havia dentro. Num instante já estava pulando a janela dos fundos, sem se perguntar por nenhum momento se alguém iria chegar.
Foi parar no sótão.
Dizem que na vida tibetana o corpo é figurado por uma casa de seis janelas e que a casa representa o ser interior; os andares, a
cave e o sótão são os vários estados da alma.
Isso representa que Alice está num momento de sublimação espiritual.
Não sei se vou ter dinheiro, ou ficar cantando debaixo do chuveiro.
Alice sai por ai causando desilusões... Ilusão...
Nasce o som da viola...
Tem um sol que nasce por detrás do morro
Tem gente me olhando!
Meu Deus, por que existem tantos olhos no mundo?
Depois eu me lembro de tudo o que fui, de tudo o que sou.
Só vou cantar no chuveiro?
São Paulo é o meu sertão...
Pintor: Havia seis janelas na casa e elas estavam todas abertas, mas a porta permanecia fechada a chave.
Alice contornou a casa tentando enxergar o que havia dentro. Num instante já estava pulando a janela dos fundos, sem se perguntar por nenhum momento se alguém iria chegar.
Foi parar no sótão.
Dizem que na vida tibetana o corpo é figurado por uma casa de seis janelas e que a casa representa o ser interior; os andares, a
cave e o sótão são os vários estados da alma.
Isso representa que Alice está num momento de sublimação espiritual.
To numa sensação diferente, to começando a gostar do que estou escrevendo... Tomara que esse projeto passe...
Um projeto de um livro-video-site educativo.
Agente vai fazer um livro junto
O livro tem de dialogar com o vídeo.
Canalizar inquietudes
Todas as religiões estão baseadas num falso ideal. Todas elas se baseiam num movimento patriarcal, controlador e insensível, quando, na realidade, é a Deusa Mãe quem está por trás de todas as coisas.
O que precisa estar na vanguarda do paradigma do mundo é uma compreensão do que é a vida, do que é a morte, do que são todas as espécies e o fato de que tudo está interligado – tudo está ligado à mesma fonte.
Uma força que permite todas as coisas tem a oportunidade de aprender de inúmeras maneiras, porque tem a capacidade de dizer: “Mostre-me. Ensine-me. Eu sou você. Você sou eu”. Esse é um estado de consciência.
É tempo das mulheres descobrirem mais sobre seus próprios mistérios – seus processos de mestruação, nascimento e os ciclos de suas emoções.
Rubrica: Alice está na cama com a Atriz. Alice e a Atriz estão na cama.
Atriz: Flor estou tonta. Podes buscar água para mim?
Alice: Sim, claro.
Pintor: Alice desceu os degrais da casa e foi até a cozinha apanhar a água. A menina percebeu que lá fora chovia e resolver que iria colher a água da chuva. Ali ficou até que o copo enchesse.
Alice: Aqui está amada a sua água.
Pintor: Antes da atriz dar o segundo gole d água, Alice a interrompe dando-lhe um beijo.
Pintor: Alice deixa sua calcinha pendurada no varal da atriz
Como posso relacionar minha calcinha com a Calcinha da mulher idosa da história da Dani? Não relacionar só por relacionar, mas sim trazer uma simbologia arquétipo que faça sentido.
Calcinha verde
Vamos brincar.
Atriz, vamos brincar.
O homem da maleta – Percebi que muitos dos entrevistados tem uma perspectiva de que vá aparecer alguém que vá financiar sua arte, sua obra artística. Falou-se sobre o homem da maleta. Pensei numa ilustração desse personagem, um desenho que a Iná faça.
“Com a revolução industrial temos a explosão demográfica, em progresso sempre geométrica, que nos levará sabe Deus aonde, e o aparecimento da febre consumista, criando na humanidade (ocidental, na época) a obdessão da felicidade. Sem pretender dizer que o homem anteriormente era feliz por não perceguir uma utópica idéia de felicidade, alicerçada na propriedade de bens materiais que, por sua vez, propiciariam estabilidade espiritual. Não, o homem talvez se sentisse mais seguro, por que encontrava maior apoio em valores espirituais. Com a tecnologia se impondo cada vez mais, o individuo, ele próprio, começa, insensivelmente, a se transformar em máquina”. Livro: O simbolismo no teatro brasileiro. Eudinyr Fraga.
Obs: E se Alice voltar à época da revolução industrial? Na casa ela esta no futuro, num plano espiritual, morta. Ai vou ter descobrir esse universo da morte. Bailado do Deus Morto...
Alice volta do ponto onde eu a priori diagnostico o começo da peste do capitalismo. Mas será que tenho de trata-lo da mesma maneira que tratam os livros? Tenho de ver os prós e os contras...
Qual minha visão para a humanidade? Posso trazer aquela sinopse pequenininha que está no myspace do encanta. Trabalhar com a previsão de um cataclismo em 2012 da era de aquário.
Alice, então, vai de um passado errante (Revolução Francesa, século XIX 1789) ao futuro espiritual (o fim do planeta terra). Ela vem do meio dessa linha do tempo (tem a pira do varal também, tem a idéia da ponte, questão de classes), (dentro disse ela se equilibra. Ela tem alguns objetos, a corda com qual se equilibra nessa linha do tempo, corda do tempo, corda qual ela também pode se enforcar, pode remeter-se também já ao circo, a corda do equilibrista, ver se o circo se relaciona nisso). Essa oportunidade que Alice tem é por conta dela ter a missão de descobrir como concertar todos esses erros da humanidade, evitando o desaparecimento de nossa Deusa Mãe Terra e o desequilíbrio do universo. Caso contrario, o acaso já está escrito e bem visível estampada na cara de Alice. Ela tem de descobrir como fará isso. Ela, uma menina, um ser como os demais. E por que Alice nesta empreitada?
Ela tem de conhecer todos os deuses. Ouvir todos eles...
Mas sabe que a Deusa mor é a deusa Mãe Terra. Aceitar a Deusa abrirá a biblioteca viva a vocês e lhes ensinará os segredos guardados profundamente no seio da Mãe Terra, pois quem é a Mãe Terra se não a própria Deusa? Vai para um plano de um deus físico que é nosso planeta terra. A Deusa Mãe Terra.
Alice descobre que o romantismo poderia ser uma saída.
O romantismo é o primeiro grito de protesto contra essa progressiva perda dos valores individuais e a crescente desumanização das criaturas: o Romantismo, como todos já ouviram dizer, foi uma revolta do individuo (...) O romântico é quase sempre um rebelde.
Ai vem à música Quem Vai
D. Quixote representara uma ruptura consciente com o mundo medieval, através de uma de suas formas, o romance da cavalaria.
Os tempos nos quais vou lhe dar na história têm de ser estratégico. Tem de ter um sentido em prol de uma humanidade que se mantém em equilíbrio a com natureza.
O homem é feito de intuição e inteligência. Há coisas que só a inteligência é capaz de procurar, mas que por si mesma, jamais encontrará. Essas coisas, só o instinto as encontraria; mas ele jamais irá procurá-las.
Preocupação fundamental do simbolismo: Tentar criar uma complexa analogia entre o mundo instintivo e o mundo inteligente da nossa razão.
A floresta dos símbolos de Baudelaire
.
Simbolismo = uma reflexão intelectual que se processou logo em seguida.
Memória. Como relaciono a memória. “Só consegue tornar realidade a experiência de viver através da memória, alias, uma supra-realidade”.
A humanidade foi amaldiçoada, fazendo com que a alma sente-se invadir pela náusea, pela lassidão e pela nostalgia do nada. Procura sensações e experiências estranhas, buscando o mistério, o indecifrável. É um sentimento de frustração e pessimismo decorrente do re-conhecimento da passagem inexorável do tempo, da sua irreversibilidade, e da aproximação inadiável e imprevisível da morte.
A maldição faz com que a alma se sinta invadida pela náusea, pela lassidão e pela nostalgia do nada. Procura sensações e experiências estranhas, buscando o mistério, o indecifrável. É um sentimento de frustração e pessimismo decorrente do re-conhecimento da passagem inexorável do tempo, da sua irreversibilidade, e da aproximação inadiável e imprevisível da morte.
A maldição de saber a verdade e nada conseguir fazer...
A princesa que roncava...
A princesa que ria azul.
Duas etapas da revolução poética
A todos os ismos contemporâneos.
O simbolismo é a linguagem de Deus.
A arte estabelece uma ponte entre o visível e o invisível.
As flores do mal
Correspondência entre o mundo divino e o natural. Paralelismo entre o abstrato e o concreto.
Publicidade infantil no Brasil...
Agente ta atrazado com essa questão da morte. Se apega. Cada um tem uma missão, acaso...
O ser humano é medroso...
Filme – uenque life
Sonho que não acaba... a bele invert – Belle verte. Youtube... ele vai se desintegrando enquanto fala. Da pra traçar para a teletransformação... disfarelam-se as pessoas... Napoleão nos seus oito brumarios... energia dos bebes... não consegue consegue comer nossa comida enfeitiçada e nossa água.
Dani voce vai procriar depois do cinqüenta anos, leia o gêneses...
Cristo no deserto. Um mês. Não toma água na primeira semana, pra quebrar o tabu que agente morro se ficarmos duas semans de água... a Aline é uma aluna que intenrope a aula com suas concordações e seus questionamentos. Lemebrei da minha época de escola na aula da Sonia eu lembrei da aula de biologiA ONDE EU FICAVA INTERROMPENDO A AULA PRA MOSTRAR QUE EU JÁ ENTENDIA DA MATERIA. EU QUERIA ENTENDER O MAIS FACIL. FUI BURRA.
NÃO É CENSANIOLISTA. JORNAL NACIONAL, QUE FICA MOSTRANDO ASSIDENTES. TEM MOSTRA UM SHOW PRA MOSTRAR ALGO QUE NÃO NECESSARIAMNETE INTERESSA.
MEUS PAIS ME SURPREENDERAM.
ALICE CRIAVA SUAS MASCARAS, SUAS ATRIZES... BUSCAR ARIGEM, DE ONDE É...
UNIVERSO ELEGANTE. CORDAS...
PROCESSO CRIATIVO. LINHA DE RACIOCINIO. OUVIR E DEPOIS FALAR.
PROCESSO DE CRIAÇÃO COLETIVA. A CONSTRUÇÃO DO AUTO SER CONSTRUIDA PELO SITE...
PERGUNTAR PROS GRUPOS: QUE QUESTÕES VOCE ACHA IMPOTANTE? FAZER MAPEAMENTO DESSAS QUESTÕES QUE OS PRÓPRIOS GRUPOS LEVANTE.
UM TEXTO COLETIVO . OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE NARRATIVA, QUEM QUIZER MANDAR TEXTO PODE... CRIAR UM MECANISMO...
Internautas apontaram... entrara 50 neguinho entrarm e indicaram tais livros,,, caminhar com o projeto com estatísticas...
Gravar eu enregando esse material pros grupos...
Apartir disso o que vamos discutir?
200 anos...
Ir de conta ao contrario. Foi de frente ao contrario.
Conexão com o espírito.
Pegar o axé... matemático social...
Alice volta no tempo, posso usar o começo do documentário gravado na 25 de março...
Cenas no metro. Cenas vivas... Tudo é uma mentira...
Lero lero lero lero lero lero lero...
A dançarina entrou na cena outra vez:
Ela disse algo assim: se não tiver erro não tem acerto... Tem que ter erro pra ter acerto...
Uma, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez.
Alice foi procurar Clara Crocodilo
A palavra foi parar na pagina do livro do fulano de tal
Quero pegar alguma narrativa de um sacrifício numa encruzilhada...
O capitalismo vem para uniformizar as tradições evanescentes, ou extintas.
Sofri de um processo de envelhecimento precoce.
A perca do interesse pela vida.
Os Deus terráqueos não sabem que são cultuados.
O esmagamento inevitável das raças fracas pelas raças fortes.
A civilização avançara nos sertões por essa implacável “força motriz da história”.
É incrível como a dani tem caminhado comigo esse tempo todo...
As pessoas têm falado demais. Temos falado demais...
Precisamos de silencio. Precisamos nos conectar com um estado diferente...
“Não importa para onde você está indo, pois todos vão ao mesmo lugar. Um lugar aonde só as virtudes mais preciosas tem valor verdadeiro. O mais importante não é o destino, mas a maneira pela qual você percorre sua travessia.”
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
pesquisa sobre varau


Os varais são considerados símbolos culturais de Lisboa?
O turista que chega em Lisboa (não, necessariamente, nos bairros históricos) se surpreende e se encanta com uma visão que o acompanhará para todos os lados que se desloque: os varais coloridos e iluminados. Uns são altos e imponentes, outros acessíveis às mãos, mas intocados, como que a dizer do respeito que têm os lisboetas pelo bem alheio.
A viver em Lisboa há um mês, eu já estava encantado com o espetáculo variado e diário; e estranhava, se visse algum varal despido das suas roupas.
A conversar com nativos e outros estrangeiros entendi que os varais eram parte da vestimenta cultural da alma lisboeta.
Os varais me atraíam mais e mais. Curioso, fui para a internet buscar o que houvesse de registos a respeito deles, os varais. Queria saber dos livros já escritos, as crônicas, as teses e os ensaios publicados, as pinturas e os desenhos vários, as fotografias históricas, já que estava tratando de elementos recorrentes do cenário da cidade... Que decepção! Apenas uns poucos blogs tratavam os varais como expressão artística e cultural, porém como algo secundário, menor.
Daí que surgiu o blog, essa quase compulsão por fotografá-los e reunir material sobre eles.
o varal também tá no cordel, pesquisar esse lance de que os cordéis eram pindurados no varal...
Varal, calcinhas no varal...
No varal da memória , ela balança seu enigma . PRÓLOGO
A Calcinha NO VARAL
"Inspirada em minhas vivencias adaptadas na poesia de Jamil Damous"
No varal ,
uma calcinha veste o vento
e seca ao sol
Estendida no tempo .
Atravessou manhãs
imune ao dano
de que a dona
não ficou impune .
Se pui de outra maneira
e de outra forma desbota .
Em sua carne de pano
os dias traçam outra rota .
Agitam-se como bandeiras
os seus significados ,
Todos ocultos na cor
e no xadrez intrincado .
Quem a veste , o que se guarda ?
Um bilhete suicida ,
um inédito poema
ou o segredo da vida ?
Na etiqueta , que palavra
seca ao sol o seu sentido ?
Será uma simples marca
ou um signo perdido ?
Como salvar no tempo
essa calcinha só símbolo ?
No varal da memória ,
ela balança seu enigma .
COMO SABER SE EU ESTOU ENFEITIÇADO
Para saber se você está enfeitiçado(a), o ideal é consultar um místico.
Mas você pode fazer o seguinte teste que é eficaz na maioria das vezes.
* Fique de pé com os pés juntos, erga seus braços esticados para o alto, “com as palmas das mãos voltadas uma para outra”. Olhe para o alto com os olhos fechados. Se você sentiu um impulso para frente, “não tem feitiço”; Seu biorritmo está em equilíbrio ou latente - Agora, se você não sentiu nada ou balançou o corpo um pouco o para os lados, poderá estar com mal olhado ou com excesso de energia negativa. Para resolver este problema; faça um banho de descarrego. - Porém se nesta posição depois de alguns segundos, você sentir um forte impulso para trás ou para chão, tentando derrubá-lo(a), significa que você está muito carregado(a) ou enfeitiçado(a). - Para se livrar do feitiço, faça o Salmo 7 como descrito nesta mesma matéria.
Para saber se você está enfeitiçado(a), o ideal é consultar um místico.
Mas você pode fazer o seguinte teste que é eficaz na maioria das vezes.
* Fique de pé com os pés juntos, erga seus braços esticados para o alto, “com as palmas das mãos voltadas uma para outra”. Olhe para o alto com os olhos fechados. Se você sentiu um impulso para frente, “não tem feitiço”; Seu biorritmo está em equilíbrio ou latente - Agora, se você não sentiu nada ou balançou o corpo um pouco o para os lados, poderá estar com mal olhado ou com excesso de energia negativa. Para resolver este problema; faça um banho de descarrego. - Porém se nesta posição depois de alguns segundos, você sentir um forte impulso para trás ou para chão, tentando derrubá-lo(a), significa que você está muito carregado(a) ou enfeitiçado(a). - Para se livrar do feitiço, faça o Salmo 7 como descrito nesta mesma matéria.
Livro
Livro é um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro.
Em ciência da informação o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicação como revistas, periódicos, teses, tesauros, etc.
O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou colectivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem e sendo assim a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição). A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais em um produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. Outra função associada ao livro é a coleta e organização e indexação de coleções de livros, típica do bibliotecário. Finalmente, destaca-se também o livreiro cuja função principal é de disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá de encontro à vontade dos leitores.
Índice
* 1 História
o 1.1 Antiguidade
o 1.2 Idade Média
o 1.3 Idade Moderna
* 2 Portugal
o 2.1 Idade Contemporânea
* 3 Livro eletrônico
* 4 A produção do livro
* 5 Classificação dos livros
* 6 Obras de referência
* 7 Cânones da literatura ocidental
* 8 Bibliografia
* 9 Ver também
* 10 Referências
* 11 Ligações externas
História
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: História do livro
A história do livro é uma história de inovações técnicas que permitiram a melhora da conservação dos volumes e do acesso à informação, da facilidade em manuseá-lo e produzi-lo. Esta história é intimamente ligada às contingências políticas e econômicas e à história de idéias e religiões.
[editar] Antiguidade
Na Antiguidade surge a escrita, anteriormente ao texto e ao livro. A escrita consiste de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, em resumo: palavras. É importante destacar aqui que o meio condiciona o signo, ou seja, a escrita foi em certo sentido orientada por esse tipo de suporte; não se esculpe em papel ou se escreve no mármore.
Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khartés (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido), que consistia em um cilindro de papiro, facilmente transportado. O "volumen" era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes (e não no sentido do eixo cilíndrico, como se acredita). Algumas vezes um mesmo cilindro continha várias obras, sendo chamado então de tomo. O comprimento total de um "volumen" era de c. 6 ou 7 metros, e quando enrolado seu diâmetro chegava a 6 centímetros.
O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais "recentes" são datados do século II a.C..
Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O "volumen" também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã. O uso do formato códice (ou códice) e do pergaminho era complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro.
Uma conseqüência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.
A consolidação do códex acontece em Roma, como já citado. Em Roma a leitura ocorria tanto em público (para a plebe), evento chamado recitatio, como em particular, para os ricos. Além disso, é muito provável que em Roma tenha surgido pela primeira vez a leitura por lazer (voluptas), desvinculada do senso prático que a caracterizara até então. Os livros eram adquiridos em livrarias. Assim aparece também a figura do editor, com Atticus, homem de grande senso mercantil. Algumas obras eram encomendadas pelos governantes, como a Eneida, encomendada a Virgílio por Augusto.
Acredita-se que o sucesso da religião cristã se deve em grande parte ao surgimento do códice, pois a partir de então tornou-se mais fácil distribuir informações em forma escrita.
Idade Média
Uma página da Bíblia de Gutenberg (Velho testamento).
Na idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, as consequências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado em si como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento dos monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos mosteiros era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.
O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação no texto, bem como o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, aparecem os florilégios (coletâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernacular, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.
Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Foi em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.
A Epopéia de Gilgamesh é o livro mais antigo conhecido.
[editar] Idade Moderna
No Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.
Com o surgimento da imprensa desenvolveu-se a técnica da tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo para atingir um grande público. As necessidades do tipo móvel exigiram um novo desenho de letras; caligrafias antigas, como a Carolíngea, estavam destinadas ao ostracismo, pois seu excesso de detalhes e fios delgados era impraticável, tecnicamente.
Uma das figuras mais importantes do início da tipografia é o italiano Aldus Manutius. Ele foi importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamaríamos de design gráfico ou editorial. A maturidade desta nova técnica levou, entretanto, cerca de um século.
[editar] Portugal
Fotografia de um livro publicado em 1866.
Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco, impresso em Faro em caracteres hebraicos no ano de 1487. Em 1488 foi impresso em Chaves o Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o Tratado de Confissom. A impressão entrava em Portugal pelo nordeste transmontano. Só na década de noventa do século XV é que seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.
Na idade Moderna aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso. Estes livros passam a trazer novos gêneros: o romance, a novela, os almanaques.
[editar] Idade Contemporânea
Cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio dos jornais, seja da enciclopédia. Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editoral: os registros sonoros, a fotografia e o cinema.
O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo aquilo que conhecemos como edições de luxo. Atualmente, a Bíblia é o livro mais vendido do mundo.
[editar] Livro eletrônico
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: livro digital
Enciclopédia
De acordo com a definição dada no início deste artigo, o livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portável. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu em fins do século XX o livro eletrônico, ou seja, o livro num suporte eletrônico, o computador. Ainda é cedo para dizer se o livro eletrônico é um continuador do livro típico ou uma variante, mas como mídia ele vem ganhando espaço, o que de certo modo amedronta os amantes do livro típico - os bibliófilos.
Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão, os palmtops. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em um suporte eletrônico, mas pesquisas vêm sendo feitas no sentido de melhorar a visualização dos livros eletrônicos.
[editar] A produção do livro
Biblioteca moderna em Chambery, França
A criação do conteúdo de um livro pode ser realizada tanto por um autor sozinho quanto por uma equipe de colaboradores, pesquisadores, co-autores e ilustradores. Tendo o manuscrito terminado, inicia a busca de uma editora que se interesse pela publicação da obra (caso não tenha sido encomendada). O autor oferece ao editor os direitos de reprodução industrial do manuscrito, cabendo a ele a publicação do manuscrito em livro. As suas funções do editor são intelectuais e econômicas: deve selecionar um conteúdo de valor e que seja vendável em quantidade passível de gerar lucros ou mais-valias para a empresa. Modernamente o desinteresse de editores comerciais por obras de valor mas sem garantias de lucros tem sido compensado pela atuação de editoras universitárias (pelo menos no que tange a trabalhos científicos e artísticos).
Cabe ao editor sugerir alterações ao autor, com vista a ajustar o livro ao mercado. Essas alterações podem passar pela editoriação do texto, ou pelo acréscimo de elementos que possam beneficiar a utilização/comercialização do mesmo pelo leitor. Uma editora é composta pelo Departamento editorial, de produção, comercial, de Marketing, assim como vários outros serviços necessários ao funcionamento de uma empresa, podendo variar consoante as funções e serviços exercidos pela empresa. Na mesma trabalham os editores, revisores, gráficos e designers, capistas, etc. Uma editora não é necessariamente o produtor do livro, sendo que quase sempre essa função de reprodução mecânica de um original editado é feita por oficinas gráficas em regime de prestação de serviço. Dessa forma, o trabalho industrial principal de uma editora é confeccionar o modelo de livro-objeto, trabalho que se dá através dos processos de edição e composição gráfica/digital.
Livros
A fase de produção do livro é composta pela impressão (posterior à imposição e montagem em caderno - hoje em dia digital), o alceamento e o encapamento. Podendo ainda existir várias outras funções adicionais de acréscimo de valor ao produto, nomeadamente à capa, com a plastificação, relevos, pigmentação, e outros acabamentos.
Terminada a edição do livro, ele é embalado e distribuído, sendo encaminhado para os diferentes canais de venda, como os livreiros, para daí chegar ao público final.
Pelo exposto acima, talvez devêssemos considerar que a categoria livro seja a concepção de uma coleção de registros em algum suporte capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos. No início de 2007, foi noticiada a invenção e fabricação, na Alemanha, de um papel eletrônico, no qual são escritos livros.
Em ciência da informação o livro é chamado monografia, para distingui-lo de outros tipos de publicação como revistas, periódicos, teses, tesauros, etc.
O livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou colectivas. Mas também é nos dias de hoje um produto de consumo, um bem e sendo assim a parte final de sua produção é realizada por meios industriais (impressão e distribuição). A tarefa de criar um conteúdo passível de ser transformado em livro é tarefa do autor. Já a produção dos livros, no que concerne a transformar os originais em um produto comercializável, é tarefa do editor, em geral contratado por uma editora. Outra função associada ao livro é a coleta e organização e indexação de coleções de livros, típica do bibliotecário. Finalmente, destaca-se também o livreiro cuja função principal é de disponibilizar os livros editados ao público em geral, vendendo-os nas livrarias generalistas ou de especialidade. Compete também ao livreiro todo o trabalho de pesquisa que vá de encontro à vontade dos leitores.
Índice
* 1 História
o 1.1 Antiguidade
o 1.2 Idade Média
o 1.3 Idade Moderna
* 2 Portugal
o 2.1 Idade Contemporânea
* 3 Livro eletrônico
* 4 A produção do livro
* 5 Classificação dos livros
* 6 Obras de referência
* 7 Cânones da literatura ocidental
* 8 Bibliografia
* 9 Ver também
* 10 Referências
* 11 Ligações externas
História
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: História do livro
A história do livro é uma história de inovações técnicas que permitiram a melhora da conservação dos volumes e do acesso à informação, da facilidade em manuseá-lo e produzi-lo. Esta história é intimamente ligada às contingências políticas e econômicas e à história de idéias e religiões.
[editar] Antiguidade
Na Antiguidade surge a escrita, anteriormente ao texto e ao livro. A escrita consiste de código capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos, em resumo: palavras. É importante destacar aqui que o meio condiciona o signo, ou seja, a escrita foi em certo sentido orientada por esse tipo de suporte; não se esculpe em papel ou se escreve no mármore.
Os primeiros suportes utilizados para a escrita foram tabuletas de argila ou de pedra. A seguir veio o khartés (volumen para os romanos, forma pela qual ficou mais conhecido), que consistia em um cilindro de papiro, facilmente transportado. O "volumen" era desenrolado conforme ia sendo lido, e o texto era escrito em colunas na maioria das vezes (e não no sentido do eixo cilíndrico, como se acredita). Algumas vezes um mesmo cilindro continha várias obras, sendo chamado então de tomo. O comprimento total de um "volumen" era de c. 6 ou 7 metros, e quando enrolado seu diâmetro chegava a 6 centímetros.
O papiro consiste em uma parte da planta, que era liberada, livrada (latim libere, livre) do restante da planta - daí surge a palavra liber libri, em latim, e posteriormente livro em português. Os fragmentos de papiros mais "recentes" são datados do século II a.C..
Aos poucos o papiro é substituído pelo pergaminho, excerto de couro bovino ou de outros animais. A vantagem do pergaminho é que ele se conserva mais ao longo do tempo. O nome pergaminho deriva de Pérgamo, cidade da Ásia menor onde teria sido inventado e onde era muito usado. O "volumen" também foi substituído pelo códex, que era uma compilação de páginas, não mais um rolo. O códex surgiu entre os gregos como forma de codificar as leis, mas foi aperfeiçoado pelos romanos nos primeiros anos da Era Cristã. O uso do formato códice (ou códice) e do pergaminho era complementar, pois era muito mais fácil costurar códices de pergaminho do que de papiro.
Uma conseqüência fundamental do códice é que ele faz com que se comece a pensar no livro como objeto, identificando definitivamente a obra com o livro.
A consolidação do códex acontece em Roma, como já citado. Em Roma a leitura ocorria tanto em público (para a plebe), evento chamado recitatio, como em particular, para os ricos. Além disso, é muito provável que em Roma tenha surgido pela primeira vez a leitura por lazer (voluptas), desvinculada do senso prático que a caracterizara até então. Os livros eram adquiridos em livrarias. Assim aparece também a figura do editor, com Atticus, homem de grande senso mercantil. Algumas obras eram encomendadas pelos governantes, como a Eneida, encomendada a Virgílio por Augusto.
Acredita-se que o sucesso da religião cristã se deve em grande parte ao surgimento do códice, pois a partir de então tornou-se mais fácil distribuir informações em forma escrita.
Idade Média
Uma página da Bíblia de Gutenberg (Velho testamento).
Na idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, as consequências do excessivo fervor religioso, e passa a ser considerado em si como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento dos monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras, herdeiros dos escribas egípcios ou dos libraii romanos. Nos mosteiros era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.
O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Também surge a pontuação no texto, bem como o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, aparecem os florilégios (coletâneas de vários autores), os textos auxiliares e os textos eróticos. Progressivamente aparecem livros em língua vernacular, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.
Mas a invenção mais importante, já no limite da Idade Média, foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro; os blocos eram mergulhados em tinta, e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias. Foi em 1405 surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocaria uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.
A Epopéia de Gilgamesh é o livro mais antigo conhecido.
[editar] Idade Moderna
No Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis, o primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução enorme dos custos da produção em série.
Com o surgimento da imprensa desenvolveu-se a técnica da tipografia, da qual dependia a confiabilidade do texto e a capacidade do mesmo para atingir um grande público. As necessidades do tipo móvel exigiram um novo desenho de letras; caligrafias antigas, como a Carolíngea, estavam destinadas ao ostracismo, pois seu excesso de detalhes e fios delgados era impraticável, tecnicamente.
Uma das figuras mais importantes do início da tipografia é o italiano Aldus Manutius. Ele foi importante no processo de maturidade do projeto tipográfico, o que hoje chamaríamos de design gráfico ou editorial. A maturidade desta nova técnica levou, entretanto, cerca de um século.
[editar] Portugal
Fotografia de um livro publicado em 1866.
Em Portugal, a imprensa foi introduzida no tempo do rei D. João II. O primeiro livro impresso em território nacional foi o Pentateuco, impresso em Faro em caracteres hebraicos no ano de 1487. Em 1488 foi impresso em Chaves o Sacramental de Clemente Sánchez de Vercial, considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa, e em 1489 e na mesma cidade, o Tratado de Confissom. A impressão entrava em Portugal pelo nordeste transmontano. Só na década de noventa do século XV é que seriam impressos livros em Lisboa, no Porto e em Braga.
Na idade Moderna aparecem livros cada vez mais portáteis, inclusive os livros de bolso. Estes livros passam a trazer novos gêneros: o romance, a novela, os almanaques.
[editar] Idade Contemporânea
Cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio dos jornais, seja da enciclopédia. Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editoral: os registros sonoros, a fotografia e o cinema.
O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo aquilo que conhecemos como edições de luxo. Atualmente, a Bíblia é o livro mais vendido do mundo.
[editar] Livro eletrônico
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: livro digital
Enciclopédia
De acordo com a definição dada no início deste artigo, o livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portável. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu em fins do século XX o livro eletrônico, ou seja, o livro num suporte eletrônico, o computador. Ainda é cedo para dizer se o livro eletrônico é um continuador do livro típico ou uma variante, mas como mídia ele vem ganhando espaço, o que de certo modo amedronta os amantes do livro típico - os bibliófilos.
Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão, os palmtops. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em um suporte eletrônico, mas pesquisas vêm sendo feitas no sentido de melhorar a visualização dos livros eletrônicos.
[editar] A produção do livro
Biblioteca moderna em Chambery, França
A criação do conteúdo de um livro pode ser realizada tanto por um autor sozinho quanto por uma equipe de colaboradores, pesquisadores, co-autores e ilustradores. Tendo o manuscrito terminado, inicia a busca de uma editora que se interesse pela publicação da obra (caso não tenha sido encomendada). O autor oferece ao editor os direitos de reprodução industrial do manuscrito, cabendo a ele a publicação do manuscrito em livro. As suas funções do editor são intelectuais e econômicas: deve selecionar um conteúdo de valor e que seja vendável em quantidade passível de gerar lucros ou mais-valias para a empresa. Modernamente o desinteresse de editores comerciais por obras de valor mas sem garantias de lucros tem sido compensado pela atuação de editoras universitárias (pelo menos no que tange a trabalhos científicos e artísticos).
Cabe ao editor sugerir alterações ao autor, com vista a ajustar o livro ao mercado. Essas alterações podem passar pela editoriação do texto, ou pelo acréscimo de elementos que possam beneficiar a utilização/comercialização do mesmo pelo leitor. Uma editora é composta pelo Departamento editorial, de produção, comercial, de Marketing, assim como vários outros serviços necessários ao funcionamento de uma empresa, podendo variar consoante as funções e serviços exercidos pela empresa. Na mesma trabalham os editores, revisores, gráficos e designers, capistas, etc. Uma editora não é necessariamente o produtor do livro, sendo que quase sempre essa função de reprodução mecânica de um original editado é feita por oficinas gráficas em regime de prestação de serviço. Dessa forma, o trabalho industrial principal de uma editora é confeccionar o modelo de livro-objeto, trabalho que se dá através dos processos de edição e composição gráfica/digital.
Livros
A fase de produção do livro é composta pela impressão (posterior à imposição e montagem em caderno - hoje em dia digital), o alceamento e o encapamento. Podendo ainda existir várias outras funções adicionais de acréscimo de valor ao produto, nomeadamente à capa, com a plastificação, relevos, pigmentação, e outros acabamentos.
Terminada a edição do livro, ele é embalado e distribuído, sendo encaminhado para os diferentes canais de venda, como os livreiros, para daí chegar ao público final.
Pelo exposto acima, talvez devêssemos considerar que a categoria livro seja a concepção de uma coleção de registros em algum suporte capaz de transmitir e conservar noções abstratas ou valores concretos. No início de 2007, foi noticiada a invenção e fabricação, na Alemanha, de um papel eletrônico, no qual são escritos livros.
Sertão Brasileiro

O Sertão brasileiro é uma sub-região do Nordeste do Brasil.
Estende-se por grande parte da Bahia, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Piauí; por todo o Ceará; e por uma pequena parte do Sergipe e de Alagoas. Além disso, atinge o norte e o noroeste de Minas Gerais, mais precisamente no Vale do Jequitinhonha.
Compreende as áreas dominadas pelo clima tropical semi-árido,[1] que apresenta temperaturas elevadas (entre 24 °C e 28 °C) e duas estações bem definidas: uma seca e outra chuvosa. As chuvas concentram-se em apenas três ou quatro meses do ano, e pluviosidade no Sertão atinge a média de 750 mm anuais, sendo que em algumas áreas chove menos de 500 mm ao ano.[1]
Índice
* 1 História
* 2 Por que chove pouco no Sertão?
* 3 A Seca no Sertão
o 3.1 Polígono das Secas
* 4 Caatinga
* 5 Curiosidades
* 6 Referências
* 7 Ver também
* 8 Ligações externas
História
Sertão no estado do Rio Grande do Norte durante o período chuvoso.
A palavra Sertão (ou floresta branca) tem origem durante a colonização do Brasil pelos portugueses. Ao saírem do litoral brasileiro e se interiorizarem, perceberam uma grande diferença climática nessa região semi-árida. Por isso a chamavam de "desertão", ocasionado pelo clima quente e seco. Logo, essa denominação foi sendo entendida como "de sertão", ficando apenas a palavra Sertão.
O primeiro processo do país de interiorização ocorreu nessa região, entre os séculos XVI e XVII, com o deslocamento da criação de gado do litoral, devido à pressão exercida pela expansão da lavoura de cana-de-açúcar, que era o principal produto de exportação da economia colonial. A área foi conquistada por povoadores com escassos recursos e o desenvolvimento da pecuária possibilitou o desbravamento nos sertões. Os caminhos de boiadas assim criados permitiram a articulação e o intercâmbio entre o litoral nordestino e o interior, dando origem a diversas cidades. O rio São Francisco constituiu uma via natural de entrada para o Sertão, ampliando a extensão da área envolvida nessas trocas.
Por que chove pouco no Sertão?
O Sertão é a sub-região que apresenta o menor índice pluviométrico de todo o país.[2] A escassez e a distribuição irregular das chuvas nessa área devem-se, sobretudo, à dinâmica das massas de ar e, também à influência do relevo.
Entre os meses de outubro e março podem, ocasionalmente, ocorrer chuvas nas demais áreas do Sertão provocadas pela ação de frentes frias polares que atingem o Sudeste. Já a ocorrência de chuvas nas demais áreas do Sertão está associada, basicamente, aos ventos alísios que sopram do Hemisfério Norte.[3] Quando são mais intensos, esses ventos provocam chuvas no Sertão, principalmente entre os meses de março e maio.
[editar] A Seca no Sertão
Sertão em período de seca no estado da Bahia.
Na maior parte do Sertão, as chuvas geralmente ocorrem entre os meses de dezembro e abril.[4][5] Porém em certos anos, não ocorrem precipitações nesse período e a estiagem pode de prolongar dando origem às secas.
A ocorrência das secas está diretamente relacionada ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico,[5] nas proximidades da costa oeste da América do Sul, denominado El Niño. Esse aquecimento do Pacífico, ocorre em períodos irregulares de três a sete anos,[5] interferindo na circulação dos ventos em escala global, e conseqüentemente, na distribuição das chuvas no Sertão nordestino.
As secas acarretam grandes prejuízos aos proprietários rurais, que perdem suas lavouras e criações, e à população em geral, que sofre com a falta de alimentos e água potável nessa sub-região do Nordeste.
A área atingida pela seca equivale a três vezes o estado de São Paulo[carece de fontes?].
As chuvas esporádicas e o auxílio emergencial não podem fazer esquecer a necessidade de se criarem alternativas eficazes para combater o problema.
A seca é uma tragédia cíclica. A fome e o abandono do sertanejo são permanentes.
Uma cisterna com capacidade para 15 mil litros custa cerca de R$ 1,8 mil e pode abastecer uma família de cinco pessoas por sete a oito meses de estiagem[6].
[editar] Polígono das Secas
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Polígono das Secas
Com o propósito de facilitar ações para combater as secas e amenizar os seus efeitos sobre a população sertaneja, o governo federal delimitou em 1951,[5][7][8] o chamado Polígono das Secas.
Inicialmete o Polígono abrangia cerca de 950.000 km²,[5] estendendo-se pelas áreas de clima semi-árido. Entretanto, após a ocorrência de grandes secas, a área do Polígono foi ampliada, alcançando parte do estado de Minas Gerais, também atingido pelas estiagens.
Diversos órgão do governo são responsáveis pelo combate às secas, especialmente o DNOCS (Departamento de Nacional de Obras Contra as Secas), que coordena programas de irrigação, construção de poços artesianos e açudes, bem como outras funções, visando amenizar os problemas da população.
Caatinga
A Caatinga é a vegetação predominante em todo Sertão e em parte do Agreste. Ela ocupa as áreas de clima semi-árido, resistindo às secas através de adaptações naturais.
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