quinta-feira, 29 de abril de 2010

Oficina Módulo II - 2010

Caros interessados no ramo audiovisual,


Convidamos a todos a inscreverem-se na Oficina Kinoforum de Realização Audiovisual Módulo II a ser realizada no Centro Cultural São Paulo entre os dias 12 de junho e 01 de agosto, conforme cronograma apresentado abaixo.

Através da realização da Oficina Módulo II – Desenvolvimento de Projetos, pretendemos contribuir com o aperfeiçoamento da técnica e do desenvolvimento de projetos audiovisuais, desde a confecção do roteiro até a edição e finalização, passando pelas etapas de pré-produção e gravação.

Serão selecionados 30 alunos e poderão se inscrever na oficina qualquer interessado no campo ajudiovisual tendo como pré requisito a realização de alguma oficina anterior que tenha fornecido conhecimentos básicos da realização audiovisual, incluindo os participantes das Oficinas Kinoforum de 2001 a 2009. As inscrições poderão ser feitas baixando a ficha no site: www.kinoforum.org.br/oficinas e enviando para o e-mail oficinas@kinoforum.org.br. Ao preencher a ficha de inscrição orientamos para que especifiquem qual oficina anterior fizeram, ano e local e se possível de qual vídeo participaram.

Os interessados devem indicar a área escolhida no ato da inscrição, optando entre as seguintes áreas: Edição, Fotografia, Som, Produção, Roteiro ou Direção. A disponibilidade dos participantes em relação aos horários da oficina deve ser integral.

A oficina de roteiro será realizada antes das oficinas de direção, produção, fotografia, som e edição. Portanto os interessados na oficina de roteiro podem também se inscrever para estas áreas, bastando para isso preencher as duas fichas de inscrição.

Período de inscrições e seleção

Inscrição – de 22 de abril a 24 de maio.
Divulgação selecionados 01 de junho.


Aulas

Oficina de roteiro

12, 13, 19 e 20 de junho.
Oficinas de produção, fotografia e som 25, 26, 27 de junho; 01,02, 03, 04, 09, 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24, 25 de julho.
Oficina de direção e edição 25, 26, 27 de junho; 01, 02, 03, 04, 09, 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24, 25, 26,27, 28, 29, 30, 31 de julho; 01 de agosto.
(OBS.: de 26/07 a 01/08 os alunos de direção deverão comparecer apenas em alguns horários a combinar).

As aulas são sempre das 10h às 19h.

Na inscrição, os candidatos a qualquer uma das áreas, podem apresentar um argumento para a realização de um curta não sendo, no entanto, obrigatório. Apenas os candidatos da área de Roteiro devem obrigatoriamente anexar um argumento no ato da inscrição. Este argumento pode ser um pré-roteiro ou até um roteiro, que poderá também ser apresentado em dupla. Além disso, poderão ser anexados à inscrição qualquer material ilustrativo relacionado ao argumento ou roteiro.

Estamos à disposição, em caso de dúvidas ou esclarecimentos, no telefone 3034 5538 ou e-mail: oficinas@kinoforum.org, com a Vânia.


Atenciosamente,


Jorge Guedes
Associação Cultural Kinoforum

MARIO QUINTANA POR MARIO QUINTANA

Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER"

sábado, 29 de maio de 2010 às 15:00
Localização: CASA DE SÃO JORGE- RUA LOPES DE OLIVEIRA N. 342- BARRA FUNDA
QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER – Reestreia dia 12 de março, sexta-feira, meio-dia, na Casa de São Jorge. Criação e Dramaturgia – Cia São Jorge de Variedades a partir da obra de Heiner Müller. Direção – Georgette Fadel. Elenco– Marcelo Reis, Mariana Senne e Patrícia Gifford. Assistente de Direção – Paula Klein. Direção Musical – Luiz Gayotto. Direção de Arte – Rogério Tarifa. Preparação Corporal– Érika Moura e Lu Brites. Programação Visual – Sato-CasadaLapa. Fotos– Roberto Setton, Cacá Bernardes e Adalberto Lima. Direção de Produção – Carla Estefan. Assistente de Produção – Glauber Pereira. Contrarregras- Glauber Pereira e Evandro Pires. Duração – 70 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 16 anos. Temporada– Sextas-feiras às 12 horas e sábados às 15 horas. Ingressos – R$ 20,00; R$ 10,00 (meia-entrada para estudantes com carteirinha e terceira idade) e R$ 5,00 (moradores e trabalhadores do bairro Barra Funda com comprovante de endereço).

CASA DE SÃO JORGE – Rua Lopes de Oliveira, 342 – Barra Funda (próximo a estação Marechal Deodoro do metrô). Telefone: (11) 3824-9339. Bilheteria abre uma hora antes do início de cada apresentação. Acesso para deficientes físicos. Capacidade – 30 lugares.

Cia Pau Brasileira de Comédia


Ensaio aberto e première da cia que estamos montando, Cia Pau Brasileira de Comédia. Se puder apareça. Segue o flyer com todas as informações. O evento é gratuito...

nhambuzim

Oi, Aline!

Que bom que você topou! Ficamos felizes! Como falei a apresentação será no dia 13/06 no Centro de Tradições Nordestinas - CTN, ainda não temos o horário definido, mas será entre 16h e 18h.
O próximo ensaio deverá ser no próximo sábado na Aclimação (Rua: Espirito Santo 163 apto. 02), não sei como chegar lá de ônibus, mas se quiser carona posso te buscar em algum lugar.
O cachê deverá ser de R$400, 00. Estamos tentando melhorar, mas por enquanto é isto.


Estas são as músicas escolhidas (ainda não definimos tonalidades):

Pisa na fulô
Na asa do vento
O canto da ema
Pé do lajeiro
Feira de mangaio
Numa sala de reboco
Derramaro o gai
Roendo unha
Refazenda
Olha pro céu
Forró em Limoeiro
Festa

Do Nhambuzim (temos partituras, mas ainda não sabemos em quais dessas você tocará. Xavier é quem vai definir):


Acerto de contas
Pé no chão
Sagarana
Razão
Faca na canoa
Cruz e prego

Qualquer coisa é só ligar ou mandar email.

Beijo grande e obrigada por topar!!!
Sarah


--
Sarah Abreu
www.myspace.com/sarahabreu
www.nhambuzim.com

Thiago Pinheiro -



Babeiii...

,alice. pintando nuvens



Desenhos de Glaucus Nóia

Première

Première é um termo em francês para designar qualquer apresentação...

domingo, 25 de abril de 2010

esquizoma - desterritorialização



Glaucus Nóia

Carlos Magno - O Grande/Charlemagne


Para unificar e fortalecer o seu império, Carlos Magno decidiu executar uma reforma na educação. O monge inglês Alcuíno elaborou um projeto de desenvolvimento escolar que buscou reviver o saber clássico estabelecendo os programas de estudo a partir das sete artes liberais: o trivium, ou ensino literário (gramática, retórica e dialética) e o quadrivium, ou ensino científico (aritmética, geometria, astronomia e música). A partir do ano 787, foram emanados decretos que recomendavam, em todo o império, a restauração de antigas escolas e a fundação de novas. Institucionalmente, essas novas escolas podiam ser monacais, sob a responsabilidade dos mosteiros; catedrais, junto à sede dos bispados; e palatinas, junto às cortes.

Essa reforma ajudou a preparar o caminho para o Renascimento do Século XII. O ensino da dialética (ou lógica) foi fazendo renascer o interesse pela indagação especulativa, dessa semente surgiria mais tarde a filosofia cristã da escolástica; e nos séculos XII e XIII, muitas das escolas que haviam sido fundadas nesse período, especialmente as escolas catedrais, ganharam a forma de universidades medievais.

Mouros

Os mouros (também chamados de mauros) são um povo árabe-berbere que conquistou a Península Ibérica, oriundos principalmente da região do Saara ocidental e da Mauritânia.

Na tradição oral portuguesa, os mouros são protagonistas de narrativas associáveis a cultos pré-cristãos, muitas vezes pré-históricos. Em geral, as lendas das mouras encantadas que guardam tesouros, andam associadas a montes, florestas, rochedos, monumentos pré-históricos ou fontes e revelam restos de tradições muito antigas.

Na linguagem comum, os mouros são muitas vezes associados aos seguidores do Islão. Isto deve-se ao fato de terem sido estes povos os não cristãos que mais recentemente ocuparam os territórios da Península Ibérica. De resto, a palavra surgiu em latim tardio na forma "mauri" bem antes do nascimento do profeta Maomé.



Ben Vautier

...

Domesticados ... Quem ? Os artistas pósmodernos, as vanguardas exauridas, os sonhos emancipatórios derrogados ? Eu mesmo, avançando na maturidade?
Nesse sofá, desdobrável e reclinável, superconfortável, passei a maior parte dos dias durante o período de repouso, em casa, na minha convalescença pós-operatória [coração]. Nessa oportunidade, minha recuperação foi marcada, notadamente, pela minha maior aproximação e aprofundamento experimental com os processos criativos implicados na arte digital. Renovação dos procedimentos artísticos e processo de restabelecimento da saúde caminhavam juntos .A circunstância, circunscrevendo meu campo físico de ação à casa, ao apartamento, levou-me a desenvolver uma série de obras partindo da domesticidade, uma poética da domesticidade. " A arte é inútil. Voltem para casa ! ", palavra de ordem de uma pintura conceitual do artista francês Ben Vautier, me fazia refletir . E eu, criticamente, como artista, me voltava para a casa, fotografando seus pequenos objetos, detalhes de móveis, portas de armários, cortina de box, conteúdos de gavetas, pilhas de lençóis passados, tapetes, vistas das janelas ... o próprio computador, o teclado, periféricos ... e depois retrabalhando essas imagens no próprio computador, submetendo-as a diferentes tratamentos de filtros digitais, acrescentando signos, transformava significados, criando novos nexos.
...
Nesse díptico, nessas 2 fotos combinadas, do mesmo sofá, numa só composição - 2 versões de estamparia do tecido de cobertura, motivo 'pele de zebra' e motivo 'pele de vaca' - quase não há tratamento digital , salvo o piso de 'mármore' que montei digitalmente em substituição ao piso em tacos de madeira da sala... Queria que a composição fosse dominantemente em preto-e-branco . E me lancei a uma série de artes em preto-e-branco , a partir dessa...

Ben Vautier

A arte é inútil. Voltem para casa ! ", palavra de ordem de uma pintura conceitual do artista francês Ben Vautier, me fazia refletir...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ensaio das Encantadeiras na casa da Inayara





palavras de paz

Prem Rawat, mais conhecido como Maharaji, oferece um caminho prático para pessoas sinceramente interessadas em encontrar a paz dentro de si. Ele chama esse caminho de Conhecimento. As Chaves são uma série de vídeos criada para esclarecer pontos essenciais na compreensão dessa possibilidade.
http://palavrasdepaz.org.br/

Indicado pelo Tomásss
Bjins mocinho

Marcel Duchamp



Alice/Banheiro

Uma exposição de arte onde nada está exposto

As salas são vazias. Esta exposição existe e está em cartaz no Centro Georges Pompidou, em Paris. Vazios, uma retrospectiva, nome da mostra, está dando assunto para os franceses, povo vocacionado para a polêmica.

A exposição tem nove vazios, nove salas do museu sem nada, e é uma retrospectiva reunindo artistas que se expressaram dessa forma conceitual nos últimos 50 anos, entre eles, John Cage e Stanley Braun. O Vazio, de Yves Klein, também foi um momento muito importante, um dos trabalhos mais famosos da história da arte. O pintor francês, até então famoso por suas telas em azul, radicalizou no ano de 1958 montando uma exposição vazia em uma galeria de Paris. No Brasil, recentemente, a Bienal de São Paulo deixou um andar sem obras e esse acabou sendo pichado.

Abrir uma exposição sem obras traz uma velha discussão dos limites ou dos não-limites da arte contemporânea. Eu gosto da provocação do Brasil, não é a minha formatação de exposição preferida, mas me agrada o que ela questiona, acaba inquietando o público, levantando perguntas de difícil resposta.

Qual é o papel de uma exposição? Qual o papel da arquitetura, da estrutura das salas, do local de uma exposição e como ela influencia numa obra de arte?

E hoje à noite, em Porto Alegre, será aberta para convidados uma exposição que não terá nada de vazio. O Corpo Humano, no Barra Shopping Sul. Amanhã será aberta ao público. O preço do ingresso é um pouco salgado, mas vale, vale muito a visita!

Espetáculo lítero-musical com o grupo “Encantadeiras”

25/04
19h
Espetáculo lítero-musical com o grupo “Encantadeiras”
Sarau – C. C. Mestre Assis do Embu
Largo 21 de Abril, 29 – Fone: 4781-4462


Uma diversificada programação de eventos literários acontece na semana entre 16 a 25 de abril, mobilizando toda a cidade. Em especial, haverá o lançamento da antologia literária “Poética das Artes”, uma coletânea dos organizadores das Semanas Lítero-culturais de Embu das Artes. A Secretaria de Cultura organizou saraus, debates, recitais, exposições, musicais e outros. Acompanhe a programação e participe!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Serrassab

Mais uma vitória da Gestão Serrassab (Serra + Kassab): cresce o número de crianças sem ensino infantil em SP!
Trata-se do Programa "Emburrece São Paulo", bem sucedido graças ao "modo demo-tucano de governar", com o famoso "xoque de jestão" para enganar trouxas e desavisados.
Prestem atenção que o Serra vai repetir "ad nauseum" que o Brasil pode mais na Educação.
Se nem em São Paulo, após 15 anos de gestão tucana, eles não puderam mais, como farão para convencer que poderão mais no país?
Lembrar que a gestão da educação, no governo FHC, também foi um desastre em todos os níveis, especialmente no ensino técnico e universitário, que foi totalmente sucateado, tendo sido recuperado e ampliado pelo Governo Lula, às custas de muita determinação e visão estratégica.
Leiam o que diz a matéria da insuspeita Folha Online (clique aqui para acessá-la):
"O deficit no ensino infantil na rede pública municipal de São Paulo registrou aumento de 22 mil vagas neste ano, somando 123.780 crianças até cinco anos, informa reportagem de Fábio Takahashi, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
O total de crianças de quatro e cinco anos sem vaga na pré-escola cresceu 11 mil nomes, chegando a 45.496.
Nas creches (na faixa de zero a três anos), o deficit também aumentou 11 mil, para 78.284, segundo a Secretaria da Educação.
Na pré-escola, a prefeitura esperava acomodar mais alunos em novas unidades que não ficaram prontas.
As obras atrasaram. Das 142 novas escolas anunciadas em 2009 (85 mil vagas previstas), apenas 8 estão em construção. O restante do projeto da prefeitura deve ficar para o próximo ano.
O fim do deficit no ensino infantil até 2012 é uma das principais promessas de campanha da gestão Gilberto Kassab (DEM)."
***
Como se vê, essa é a verdade por trás da maciça propaganda do Governo Serra, bancada às custas dos contribuintes paulistas

MonóLoGo

Monólogo, que é a mesma coisa que falar sozinho, é quando uma pessoa conversa com ela mesmo, ou seja, não precisa de ninguém mais para ter uma boa conversa. Significa que a pessoa que for adepta do monólogo sempre terá com quem conversar e não morrerá solitária, assim como eu acho que acontecerá comigo. Na verdade ela poderá morrer solitária sim, mas sentirá que não está sozinha. Conseqüentemente e mentalmente, ela não estará sozinha, então, morrerá feliz, a não ser que, ao invés de conversa, seja uma discussão. Um monólogo de discussão deixaria a pessoa estressada. Mas pode ser que o monólogo seja uma paquera. É dificil de acontecer, mas quando acontece, dificilmente eu me livraria desse grude que gamou em mim, e se eu conseguisse me livrar, eu poderia morrer, pois o grude que está grudado em mim é eu mesmo. Mas é possível eu paquerar eu mesmo numa boa. Eu mesmo costumo fazer isso, e é muito divertido, eu deveria fazer mais vezes. Para falar a verdade, eu acho o monólogo uma arte.
Praticante do monólogo
[editar] Conseqüências do monólogo

Dizem que monólogo deixa a pessoa doida. Eu acho um absurdo alguém dizer isso. Eu converso comigo e nunca fiquei doido, muito pelo contrário, eu até gosto de conversar comigo, e me sinto muito bem. De vez em quando até discuto um pouco, mas nada que um beijo em mim mesmo não resolva. É muito viciante monologar. Antes eu não gostava, mas quando me olhei no espelho e me vi, puxei uma conversa comigo e acabei me achando simpático. No começo foi estranho, porquê eu era muito tímido, e eu era muito assanhado e extrovertido, mas aos poucos eu fui ficando mais solto e acabei me apaixonando por mim e mim acabou se apaixonando por eu. Hoje eu namoro comigo e estou muito bem junto comigo.
Um ótimo lugar para monologar
[editar] Situações que potencialmente podem levar a um monólogo

* Namorada ou esposa querendo discutir a relação
* Pai e mãe chatos
* Cheiramento de gatinhos
* Esperar no vaso enquanto faz um nº2
* Quando algo dá merda e você está sozinho
* Ficar preso numa ilha com uma bola por anos
* Professor tentando explicar eletromagnetismo
* Einstein tentando chegar à equação da luz
* Você visitando um falecido querido no cemitério
* Crente pregando em praça pública
* Outros

[editar] Tipos de monólogo

Existem vários tipos de monólogo, desde os chatos até os imbecis. Exemplos de monólogo chatos são aqueles proferidos por políticos ou atores em suas respectivas profissões. A única diferença entre esses e os feitos por esposas, namoradas, pais e mães insatisfeitos é que você não é obrigado a estar presente. Um outro tipo de mónologo ocorre quando você faz alguma merda (no sentido literal ou não) e sente-se impelido a realizar exclamações do sorte de "Caralho, que merda, cara!" ou, numa versão mais light, "Putz, que cagada!", seguidas de outras sentenças ou não. Por fim, uma outra espécie interessante de monólogo é o famoso e altamente difundido "cantoria no chuveiro" e que, se ouvido por outras pessoas, pode arrancar desde risadas até gritos furiosos de indignação pela música de má qualidade

Monólogo musical

É muito difícil definir com precisão o que seja um monólogo musical. Não é uma ária, nem tampouco é um recitativo. O recitativo, um recurso muito empregado pelos compositores de ópera até a primeira metade do século XIX, fica a meio termo entre o canto e a fala. Geralmente escrito sem barra de compasso, o recitativo geralmente é usado para aqueles momentos da ação cênica mais triviais, que não merecem um tratamento musical mais elaborado, e pode ser para uma só voz, ou mais de uma. Mas o que distingue o monólogo musical do recitativo é que, longe de ser trivial, o monólogo musical marca um ponto culminante do drama, aquele em que um personagem define sua personalidade. Verdi parece ter sido o inventor do monólogo musical; pelo menos ele é o autor de alguns dos mais marcantes. Exemplos: o monólogo musical do primeiro ato do Rigoletto: Pari siamo! I'ho la língua, egli ha il pugnale! L'uomo son io che ride, ei quel che spegne... (Nós dois somos iguais, e u tenho a língua, ele tem o punhal. Eu sou o homem que ri, ele, aquele que mata. Ou, outro exemplo mais marcante ainda: o famoso Credo de Iago, do segundo ato do Otello:

Texto em Italiano Credo in un dio crudel che m'ha creato simile a sè, e che nell'ira io nomo! Dalla viltà d'un germe, o d'un atomo, vile son nato. Son cellerato, perchè son uomo, e sento il fango originario in me. Si! Questa è la mia fè! Credo con fermo cuor, siccome crede la vedovella al tempio, che il mal ch'io penso, e che da me procede, per mio destino adempio...

Texto em Português Creio num deus cruel que me criou semelhante a si, e que na ira eu nomeio. Da vileza de um germe, ou de um átomo, eu nasci vil. Sou celerado, porque sou homem, e sinto o barro original em mim. Sim, esta é a minha fé! Creio com toda firmeza, assim como crê a viuvazinha no templo, que o mal que eu penso, e que de mim procede, pelo meu destino eu cumpro.

Estas palavras são cantadas, com acompanhamento orquestral, o que as torna muito mais efetivas do que se fossem simplesmente faladas. Uma vez as ouvimos, elas ficam facilmente gravadas na nossa memória, a própria música ajuda a memorizar as palavras. Se buscarmos, no entanto, uma linha melódica ou um tema musical aí, falharemos, porque tal coisa simplesmente não existe. Esta é uma das diferenças mais marcantes entre um monólogo musical e um recitativo: um recitativo pode ser puramente instrumental - note-se por exemplo o admirável recitativo nos contrabaixos no começo do último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven, pouco depois retomado pela voz do baixo com as seguintes palavras: O Freunde! Nicht diese Töne... O monólogo musical perde todo o sentido quando isolado do contexto dramático no qual está inserido.

monólogo dramático

Um monólogo dramático é um tipo de poema usado por muitos poetas do período vitoriano, na qual uma personagem de ficção ou na história discursa explicando os seus sentimentos, ações ou motivações. O monólogo é geralmente voltado para uma platéia silenciosa, com as palavras do orador influenciadas por uma situação crítica. Um exemplo de monólogo dramático existe em My Last Duchess, de Robert Browning, quando um duque fala para um emissário do em seu caminho. Além disso, pode-se citar "The Captain of the 1964 Top of the Form Team", de Carol Ann Duffy, e "Lady Lazarus", de Sylvia Plath.

As influências sobre o monólogo dramático são tanto gerais quanto específicas. De uma maneira geral, a tradição dramática como um inteiro pode ter influenciado o estilo do monólogo. Na verdade, o estilo do monólogo dramático, que tenta invocar uma história inteira através de representação de uma parte dele, pode ser chamado de um esforço para se transformar em poesia muitas das particularidades do teatro.

Monólogo

Em teatro ou oratória, um monólogo é uma longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. O nome é composto pelos radicais gregos monos (um) + logos (palavra, ou idéia), por oposição a dia (dois, ou através de) + logos.

Monólogo é a forma do discurso em que o personagem extravasa de maneira razoavelmente ordenada seus pensamentos e emoções, sem dirigir-se a um ouvinte específico.

No Monólogo é comum que os atores rebusquem pensamentos profundos psicologicamente, expondo idéias que podem até transparecer que há mais de um ator em cena, mas que no real exija somente uma pessoa durante a cena, enfim monólogo está associado a um conflito psicológico que não necessariamente seja individual.

* É comum em teatro, desenhos animados, e filmes.
* A palavra pode também ser aplicada a um poema no formato de pensamentos ou discurso individual.
* Monólogos também são comuns em óperas, quando uma ária, recitação ou outra seção cantada tem uma função similar a um monólogo falado numa peça teatral.
* Monólogos são comumente encontrados na literatura de ficção do século XX.
* Monólogos cômicos tornaram-se um elemento padrão em programas de entretenimento no palco ou televisão.

Há dois tipos básicos de monólogos no teatro:

Monólogo exterior: Quando o ator fala para outra pessoa que não está no palco ou para a audiência.

Monólogo interior: É um discurso NÃO PRONUNCIADO em que o narrador expõe questões de cunho introspectivo, revelando motivações interiores. Pode ser direto ou indireto, quando narrado em primeira ou terceira pessoa, respectivamente. Ao contrário do monólogo interior, o solilóquio é um discurso PRONUNCIADO, tendo assim a necessidade de ser mais bem estruturado e articulado que o monólogo interior.

Michel Melamed

Cena: Aline com 9 cordas no pescoço esticadas feito uma estrela, sendo que em cada corda esticada estará uma mulher (oito mulheres). A nona corda está esticada para cima, onde Alice se enforca. A corda Ali se foi, Acorda Alice...

Iai

Brasil registrou deficit de US$ 12,145 bilhões nas contas externas no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central. Este é o pior primeiro trimestre desde 1947.

Em março, as transações em conta corrente ficaram negativas em US$ 5,06 bilhões. O numero é maior do que o registrado no mês passado (US$ 3,251 bilhões) e superior a março de 2009 (US$ 1,559 bilhão).

A conta das transações correntes inclui o resultado da balança comercial, os gastos do Brasil com serviços fora do país, remessas de lucros e dividendos, além das transferências unilaterais.

A balança comercial fechou com superavit de US$ 668 milhões no mês. No ano passado, o resultado da conta comercial havia ficado positivo em US$ 1,757 bilhão.

Já a conta de serviços e rendas, que abrange os resultados das remessas de lucros e dividendos, viagens internacionais e outros, ficou negativa em US$ 6,01 bilhões.

O deficit das contas externas já é quase metade do total registrado em todo o ano de 2009 (US$ 24,302 bilhões). No primeiro trimestre do ano passado, o Brasil teve deficit de US$ 4,93 bilhões.

Na ultima revisão para o fechamento deste ano, o Banco Central previu um rombo de US$ 49 bilhões para as contas externas. O valor é superior aos US$ 45 bilhões previstos para os Investimentos Diretos Estrangeiros (IDE) em 2010.

Isso gera preocupações quanto à sustentabilidade da atual política do Pres. Lula.

Deficit público nominal alto, para evitar inflação o BC eleva os juros o que atrai capital especulativo e leva a taxa de câmbio para baixo que ajuda a conter a inflaçao mas gera rombos nas contas externas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Abecedário de Gilles Deleuze





A cláusula


Claire Parnet [1994]: Gilles Deleuze sempre se negou a aparecer na TV. Mas atualmente ele acha sua doença tão parecida com a "petite mort", da canção de Alain Souchon, que mudou de opinião. Mantive, porém, sua declaração ["a cláusula"], feita em 1988, no início da filmagem:

Gilles Deleuze [1988]: Você escolheu um abecedário, me preveniu sobre os temas, não conheço bem as questões, mas pude refletir um pouco sobre os temas... Responder a uma questão, sem ter refletido, é para mim algo inconcebível. O que nos salva é a cláusula. A cláusula é que isso só será utilizado, se for utilizável, só será utilizado após minha morte.

Então, já me sinto reduzido ao estado de puro arquivo de Pierre-André Boutang, de folha de papel, e isso me anima muito, me consola muito, e quase no estado de puro espírito, eu falo, falo ...após minha morte... e, como se sabe, um puro espírito, basta ter feito a experiência da mesa girante [do espiritismo], para saber que um puro espírito não dá respostas muito profundas, nem muito inteligentes, é um pouco vago, então está tudo certo, tudo certo para mim, vamos começar: A, B, C, D... o que você quiser.

A de Animal --------- B de Bebida

C de Cultura ------- D de Desejo

E de Enfance [Infância] ------ F de Fidelidade


G de Gauche [Esquerda] -------- H de História

I de Idéia -------- J de Joie [Alegria]


K de Kant ----- L de Literatura


M de Maladie [Doença] ------ N de Neurologia

O de Ópera ----- P de Professor

Q de Questão

R de Resistência ------ S de Style [Estilo]


T de Tênis ----- U de Um

V de Viagem --------- W de Wittgenstein

X, Y de Desconhecidos ------- Z de Zigzag

Gilles Deleuze

Gilles Deleuze (Paris, 18 de Janeiro de 1925 — Paris, 4 de Novembro de 1995) foi um filósofo francês.

Biografia
Entre 1944 e 1948, Gilles Deleuze cursou filosofia na Universidade de Paris (Sorbonne), onde encontrou Michel Butor, François Châtelet, Claude Lanzmann, Olivier Revault d’Allonnes e Michel Tournier. Seus professores foram Ferdinand Alquié, Georges Canguilhem, Maurice de Gandillac, Jean Hyppolite.

Concluído o curso em 1948, ele dedica-se à história da filosofia.

Em 1968, Deleuze apresenta como tese de doutoramento Diferença e Repetição (Différence et répétition), orientado por Gandillac, na qual critica o conhecimento via representação mental e a ciência derivada desta forma clássica lógica e representativa; e como tese secundária, Spinoza e o problema da expressão (Spinoza et le problème de l’expression) orientado por Alquié.

No mesmo ano, ele conhece Félix Guattari, e este encontro resulta em uma longa e rica, e considerada por muitos controversa, colaboração. Segundo Deleuze: "meu encontro com Félix Guattari mudou muitas coisas. Félix já tinha um longo passado político e de trabalho psiquiátrico."" Na Universidade de Vincennnes, onde ensinou até 1987, Gilles Deleuze promoveu um número significativo de cursos. Graças a sua esposa, Fanny Deleuze, uma parte importante destas aulas foi transcrita e disponibilizada no sítio de Richard Pinhas (webdeleuze).

Para Deleuze, "a filosofia é criação de conceitos" (O que é a filosofia?), coisa da qual nunca privou-se (máquinas-desejantes, corpo-sem-órgãos, desterritorialização, rizoma, ritornelo etc.), mas também nunca se prendeu a transformá-los em "verdades" a serem reproduzidas. A sua filosofia vai de encontro à psicanálise, nomeadamente a freudiana, que aos seus olhos reduz o desejo ao complexo de édipo (ver O Antiédipo - Capitalismo e Esquizofrenia, escrito com Félix Guattari), a falta de algo. A sua filosofia é considerada como uma filosofia do desejo. Desejo entendido como vontade de potência (aquele que Nietzsche inaugura), como criação de fluxos de vida. Desejo como puro devir. Com a crítica radical do complexo de édipo, Deleuze consagrará uma parte de sua reflexão à esquizofrenia. Segundo ele, o processo esquizofrênico faz experimentar de modo direto as "máquinas-desejantes" e é capaz de criar (e preencher) o "corpo-sem-órgãos". No entanto, é preciso não confundir Deleuze com um "panfletário da loucura", é o de problematizar a organização das lógicas vigentes. Na verdade, seu intuito sempre foi o de explorar as suas potencialidades. Em Mil Platôs, Deleuze e Guattari enfatizam a necessidade de extrema prudência nos processos de experimentação. Deleuze sempre advertiu quanto ao perigo de se tornar um "trapo" através de experimentações que inicialmente poderiam ser positivas: "a queda de um processo molecular em um buraco negro" (Diálogos, p. 167).

Deleuze morreu em 4 de novembro de 1995. A sua morte ainda não está bem esclarecida: é disseminada a versão de que o filósofo francês suicidou-se depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro (tumor) terminal. Mas tal fato não pode ser confirmado.

Deleuze sofria de tuberculose desde a juventude (período em que os tratamentos disponíveis não eram eficazes), o que, nos últimos anos de sua vida, acabou evoluindo para uma forma grave de insuficiência respiratória. Amigos próximos advogam que Deleuze caiu acidentalmente, em função de seu estado debilitado, da janela do hospital em que estava internado, outros problematizam a intencionalidade de seu ato.

"São os organismos que morrem, não a vida."

[editar] Filosofia
O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc.

O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari).

Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao.

Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos.

As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza.

[editar] Obras
Ano da edição original em francês:

Hume, sa vie, son oeuvre, avec un exposé de sa philosophie (avec André Cresson) (1953)
Empirismo e Subjetividade (1953)
Instincts et Institutions (1955)
Nietzsche e a Filosofia (1962)
A Filosofia Crítica de Kant (1963)
Proust e os Signos (1964)
Nietzsche (1965)
O Bergsonismo (1966)
Apresentação de Sacher-Masoch (1967)
Spinoza e o problema da Expressão (1968)
Diferença e Repetição (1968)
Lógica do Sentido (1969)
Spinoza: Filosofia Prática (1970) (reedição aumentada, (1981))
Francis Bacon: Lógica da sensação (1981)
Cinema-1: A Imagem-movimento (1983)
Cinema-2: A Imagem-tempo (1985)
Foucault (1986)
Pericles e Verdi (1988)
A Dobra (1988)
Conversações (1990)
L'Epuisé (Posfácio a Samuel Becket) (1992)
Crítica e Clínica (1993)
Com Félix Guattari:

O Anti-Édipo (1972)
Kafka. Por uma literatura menor (1975)
Mil Platôs (1980)
O que é a filosofía? (1991)
Com Claire Parnet:

Dialogues (1977)
Com Carmelo Bene:

Superpositions (1979)

Ligações externas
O Abecedário de Gilles Deleuze com Claire Parnet (em português)

Vídeo de Deleuze

http://www.youtube.com/watch?v=eeMvkLo8ydI&feature=PlayList&p=6B89C991C490AB56&playnext_from=PL&index=5

terça-feira, 20 de abril de 2010

Fotos por Clarissa Arani




D I A DO Í N D I O

TEXTO DE TERENA & MÚSICA DE TAIGUARA

DIA 19 DE ABRIL

D I A DO Í N D I O


Grandes chefes, líderes e sábios ainda vivem como condutores irreversíveis pela demarcação das terras, gestão sustentável de seus território e em solidariedade ao mundo moderno que se engrandece com lixos e dejetos de toda ordem, com o equilibrio ambiental. Lemos e assistimos com os olhos de 500 anos de resistência, ações injustificadas de irmãos brasileiros que nossos antepassados receberam no passado quando buscavam fugir de suas próprias terras para se instalarem como novos brasileiros e agora buscam legitimar com suas pobres razões a invasão de nossas terras com armas letais como os grandes caminhões e tratores atuando como se fossem tanques de guerra, para matar a mãe terra e depois as famílias indígenas....
Talvez o Governo Federal devesse ser mais honesto em suas incursões pois no ano de 1981 quando precisou, o Presidente Lula pediu acolhida e demos dentro de uma plenária chamada União das Nações Indígenas, assim como quando buscou recursos e apoios de Muammar al Gadhafi, governo ditador da Líbia.
Nunca pedimos nada em troca, mas ao assistirmos a invasão oficial da FUNAI, nosso único órgão no relacionamento com o Governo Federal, pelas Forças Especiais de Segurança, sentimo-nos inseguros, pois não somos ladrões, saqueadores e bandidos.
E como primeiros brasileiros, exigimos respeito.
Espiritualmente a força indígena celebra o Dia do Índio para superar preconceitos, o lamento, a dor e a pecha de vítimas dadas pelo colonizador para justificar suas ações genocidas contra as primeiras nações do Brasil, ontem e ainda hoje.
Irmãos de todas as raças e origens,
o caminho indígena construiu um Brasil com seus corpos e o futuro não pode repetir esse erro mesmo que heróico, por isso mais que uma mensagem por esse dia consagrado pelo Governo Brasileiro como nosso Dia, o espírito de irmãos com negros e brancos não deve ser apenas de solidariedade, mas também de luta e luta para o bem comum e o bem viver das futuras gerações.


MARCOS TERENA - ANICETO XAVANTE - AIKEABORU KAYAPÓ


M. MARCOS TERENA
Cátedra Indigena - CII - Miembro
http://marcosterena .blogspot. com
www.intertribal. org.br

Rede das Culturas Populares

Taiguara - Sete Cenas De Imyra
Imyra, Tayra, Ipy
Primeira cena: o nascer
Do beijo de Ara rendy
Jemopotyr - florecer

É gema, é germe, é gen-luz
Imyra brilha no ar
Corou vermelho e azul
Por sobre o virgem rosar
É rosa gente, é razão
É rosa umbilical
Jukira, sal, criação
Potyra, flor-animal

Imyra, Tayra, Ipy
Segunda cena: crescer
Ferir o espaço e abrir
A flor primal de mulher

Figura, cor, rotação
Calor, janela, pombal
Palmeira, morro, capim
Moreno, ponte, areal
Retina, boca, prazer
Compasso, ventre, casal
Descanso, livre lazer
Loucura, vida real

Imyra, Tayra, Ipy
Terceira cena: saber
Que o índio que vive em ti
É o lado mago em teu ser

Se vim dos Camaiurá
Ou das missões, guarani
Nasci pr'a ti meu lugar
Nação doente, Tupi
Por isso vou me curar
Da algema dentro de mim
Por isso vou encontrar
A gema dentro de mim

Imyra, Tayra, Ipy
A quarta cena é mostrar
O que há de pedra no chão
O que há de podre no ar

Criança em frente ao pilar
Imaginando seu mar
O mastro imenso, o navio
A vela, o vento, o assobio
É caravela, é alto-mar
Até de novo acordar
Pr'o que há de podre no chão
Pr'o que há de pedra no ar

Imyra, Tayra, Ipy
A quinta cena é sofrer
Cunhã curvada a chorar
Tayra tensa a temer

Fui companheira dos sós
Fui protetora das leis
Fui braço amigo de avós
Até o rei perdoei
Hoje faminta sou ré
Como um cachorro vadio
Arrasto inchado o meu pé
Por chãos de fogo e de frio


Imyra, Tayra, Ipy
A sexta cena é esperar
No céu branqueia Jacy
Tatá verdeja no mar

Vislumbre claro, visão
Valei-me, meu pai! Que luz!
Como se um trecho de chão
Se erguesse em asas azuis
Dobrando a curva do céu
Pr'a mergulhar sobre o mal
E o justo império de Ipy
Chegasse ao mundo, afinal!

Imyra, Tayra, Ipy
A cena sete é um saci
Pé dentro do ano dois mil
No centro - sol do Brasil

Aos sete dias do mês
Um dia azul de leão
Me deram vida vocês
Dou vida hoje à expressão
Quero essa língua outra vez
Quero esse palco, esse chão
Brinca Tupi-português
Dentro do meu coração

Cerrado

Cerrado é um bioma do tipo biócoro savana que ocorre no Brasil.

O Cerrado é um dos seis grandes biomas brasileiros.[1]

As savanas brasileiras, o Cerrado e a Caatinga são uma vegetação que tem diversas variações fisionômicas ao longo das grandes áreas que ocupam do território do país.


Vegetação característica na região noroeste de Minas Gerais.É uma área zonal, como as savanas da África, e corresponde grosso modo ao Planalto Central.[carece de fontes?]

É o segundo maior bioma brasileiro, estendendo-se por uma área de 2.045.064 km² , abrangendo oito estados do Brasil Central: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e o Distrito Federal.

É cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, com índices pluviométricos regulares que lhe propiciam sua grande biodiversidade.

Ecossistemas do bioma cerrado do Brasil:
cerrado (ecossistema)
cerradão
campestre
floresta de galeria
Há também os ecossistemas de transição com os outros biomas que fazem limite com o Cerrado.

A paisagem do Cerrado possui alta biodiversidade, embora menor que a mata atlântica e a floresta amazônica. Pouco afetado até a década de 1960, está desde então crescentemente ameaçado, principalmente os cerradões,[2] seja pela instalação de cidades e rodovias, seja pelo crescimento das monoculturas, como soja e o arroz, a pecuária intensiva, a carvoaria e o desmatamento causado pela atividade madeireira e por freqüentes queimadas, devido às altas temperaturas e baixa umidade, quanto ao infortúnio do descuido humano.

Nas regiões onde o cerrado predomina, o clima é quente e há períodos de chuva e de seca, com incêndios espontâneos esporádicos, com alguns anos de intervalo entre eles, ocorrendo no período da seca.

A vegetação, em sua maior parte, é semelhante à de savana, com gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes longas, que permitem a absorção da água - disponível nos solos do cerrado abaixo de 2 metros de profundidade, mesmo durante a estação seca e úmida do inverno.

Dependendo de sua concentração e das condições de vida do lugar, pode apresentar mudanças diferenciadas denominadas de cerradão, campestre e cerrado (latu sensu), intercalado por formações de florestas, várzeas, campos rupestres e outros. Nas matas de galeria aparecem por vezes as veredas.

Outros ecosssistemas: Campo Sujo, Campo Cerrado, Cerrado Rupestre, Mata Seca ou Mata Mesofítica e Parque Cerrado.

Grande parte do Cerrado já foi destruída, em especial para a instalação de cidades e plantações, o que o torna um bioma muito mais ameaçado do que a Amazônia.[3]

[editar] Clima

Cerrado na região de Pirenópolis, Goiás.O clima predominante no Cerrado é o Tropical Sazonal, de inverno seco. A temperatura média anual é de 25 °C, podendo chegar a marcações de até 40 °C na primavera. As mínimas registradas podem chegar a valores próximos de 10 °C ou até menos, nos meses de maio, junho e julho.

A precipitação média anual fica entre 1.200 e 1.800 mm, sendo os meses de março e outubro os mais chuvosos. Curtos períodos de seca, chamados de veranicos, podem ocorrer no meio da primavera e do verão. No período de maio a setembro os índices pluviométricos mensais reduzem-se bastante, podendo chegar a zero.

Nos períodos de estiagem, o solo se desseca muito, mas somente em sua parte superficial (1,5 a 2 metros de profundidade). Mas vários estudos já demonstraram que, mesmo durante a seca, as folhas das árvores perdem razoáveis quantidades de água por transpiração, evidenciando a disponibilidade deste mineral nas camadas profundas do solo. Outra evidência é a floração do ipê-amarelo na estação da seca, porém a maior demonstração deste fato é a presença de extensas plantações de eucaliptos, crescendo e produzindo plenamente, sem necessidade de irrigação e adubaçao .

Ventos fortes e constantes não são características gerais do Cerrado. Normalmente a atmosfera é calma e o ar fica, muitas vezes, quase parado. Em agosto costumam ocorrer algumas ventanias, levantando poeiras e cinzas de queimadas a grandes alturas, através de redemoinhos que se podem ver de longe.

A radiação solar é bastante intensa, podendo reduzir-se devido à alta nebulosidade nos meses excessivamente chuvosos do verão.

[editar] Relevo
Os pontos mais elevados do Cerrado estão na cadeia que passa por Goiás em direção sudeste-nordeste. O Pico Alto da Serra do Pireneus, com 1.385 metros de altitude, a Chapada dos Veadeiros, com 1.250 metros e outros pontos com elevação consideradas que se estendem em direção noroeste; a Serra do Jerônimo e outras serras menores, com altitudes entre 500 e 800 metros.

O relevo é um tanto acidentado, com poucas áreas planas. Nos morros mais altos são encontrados pedregulhos, argila com inclusões de pedras e camadas de areia.

Outra formação é constituída por aflorações e rochas calcárias, com fendas, grutas e cavernas em diferentes tamanhos. Por cima das rochas há uma vegetação silvestre. Possui campos e vales com vegetação bem característica e há ainda uma floresta-galeria rodeando riachos e lagoas.

Os solos apresentam-se intemperizados, devido à alta lixiviação e possuem baixa fertilidade natural. Apresenta pH ácido, variando de 4,3 a 6,2. Possui elevado conteúdo de alumínio, baixa disponibilidade de nutrientes, como fósforo, cálcio, magnésio, potássio, matéria orgânica, zinco, argila, compondo-se de caulinita, goetita e gibsita. O solo é bem drenado, profundo e com camadas de húmus.

Há estruturas do solo bem degradadas, devido às atividades agrícolas e pastagens, inclusive o chamado reflorestamento com Eucalyptus na década de 1960. A recuperação é muito difícil, principalmente nos cerradões, devido às características do solo e ao regime de chuvas. Pode ser tentada a revegetação associado com plantio de milho, feijão, café, freijó, maniçoba, buriti ou dendê, no sistema de agrofloresta.

[editar] Flora

Três Lagoas - MS.Mesmo que não totalmente conhecida, a flora do Cerrado é riquíssima. Sua cobertura vegetal é a segunda maior do Brasil, abrangendo uma área de 20% do território nacional. Apresenta as mais diversas formas de vegetação, desde campos sem árvores, ou arbustos, até o cerrado lenhoso denso com florestas-galeria. Reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade com a presença de diversos ecossistemas, riquíssima flora com mais de 10.000 espécies de plantas, sendo 4.000 endêmicas desse bioma.

Os campos cobrem a maior parte do território. É essencialmente coberto por gramíneas, com árvores e arbustos. É subdividido em campo de cerrado e campo limpo, que se diferenciam na formação do terreno e na composição do solo, com declives ou plano.

As árvores mais altas do Cerrado chegam a 15 metros de altura e formam estruturas irregulares. Apenas nas matas ciliares as árvores ultrapassam 25 metros e possuem normalmente folhas pequenas. Nos chapadões arenosos e nos quentes campos rupestres estão os mais exuberantes e exóticos cactos, bromeliáceas e orquídeas, contando com centenas de espécies endêmicas. E ainda existem espécies desconhecidas, que devido à ação do homem podem ser destruídas antes mesmo de serem catalogadas.

[editar] Plantas Comuns

Ipê-amarelo, árvore típica do Cerrado.A vegetação do Cerrado apresenta diversas paisagens florísticas diferenciadas, como os brejos, os campos alagados, os campos altos, os remanescentes de mata atlântica. Mas as fitopaisagens predominantes são aquelas dos Cerrados, como o cerrado típico, o cerradão e as veredas. Nestas, há desde palmeiras, como babaçu (Orbignya phalerata), bacuri (Platonia insignis), brejaúba (Toxophoenix aculeatissima), buriti (Mauritia flexuosa), guariroba (Syagrus oleracea), jussara (Euterpe edulis) e macaúba (Acrocomia aculeata)[4] até plantas frutíferas como araticum-do-cerrado (Annona crassiflora), araçá (Psidium cattleianum), araçá-boi (Eugenia stipitata), araçá-da-mata (Myrcia glabra), araçá-roxo (Psidium myrtoides), bacuri (Scheelea phalerata), bacupari (Rheedia gardneriana), baru (Dipteryx alata), café-de-bugre (Cordia ecalyculata), figueira (Ficus guaranítica), lobeira (Solanum lycocarpum), jabuticaba (Myrciaria trunciflora), jatobá (Hymenaea courbaril), marmelinho (Diospyros inconstans), pequi (Caryocar brasiliense), goiaba (Psidium guajava), gravatá (Bromeliaceae), marmeleiro (Croton alagoensis), genipapo (Genipa americana), ingá (Inga sp), mama-cadela (Brosimum gaudichaudii), mangaba (Hancornia speciosa), cajuzinho-do-campo (Anacardium humile), pitanga-do-cerrado (Eugenia calycina), guapeva (Fervillea trilobata), veludo-branco (Gochnatia polymorpha); Madeiras, tais quais angico-branco (Anadenanthera colubrina), angico (Anadenanthera spp), aroeira-branca (Lithraea molleoides), aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva), cedro-rosa (Cedrela fissilis), monjoleiro (Acacia polyphylla), vinhático (Plathymenia reticulata), bálsamo-do -cerrado (Styrax pohlii), pau-ferro (Caesalpinia ferrea), ipês(Tabebuia spp.), além de plantas características dos cerrados, como amendoim-do-campo (Pterogyne nitens), araticum -cagão (Annona cacans), aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius), capitão-do-campo (Terminalia spp.), embaúba (Cecropia spp), guatambu-de-sapo (Chrysophyllum gonocarpum), maria-pobre (Dilodendron bipinnatum), mulungu (Erythrina spp), paineira (Ceiba speciosa), pororoca (Rapanea guianensis), quaresmeira roxa (Tibouchina granulosa), tamboril (Enterolobium spp), pata-de-vaca (Bauhinia longifólia), algodão-do-cerrado (Cocholospermum regium), assa-peixe (Vernonia polyanthes), pau-terra (Qualea grandiflora), pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica), gameleira (Ficus rufa), sem falar em uma grande variedade de gramíneas, bromeliáceas, orquidáceas e outras plantas de menor porte.[5]

[editar] Fauna

A anta (Tapirus terrestris) é um dos animais do Cerrado.O Cerrado apresenta grande variedade em espécies em todos os ambientes, que dispõem de muitos recursos ecológicos, abrigando comunidades de animais com abundância de indivíduos, alguns com adaptações especializadas para explorar o que fornece seu habitat.

No ambiente do Cerrado são conhecidos até o momento mais de 1.500 espécies animais, formando o segundo maior conjunto animal do planeta. Cerca de 50 das 100 espécies de mamíferos (pertencentes a 67 gêneros) estão no Cerrado. Apresenta mais de 830 espécies de aves, 150 de anfíbios (das quais 45 são endêmicas), 120 espécies de répteis (das quais 45 são endêmicas). Apenas no Distrito Federal há 90 espécies de cupins, 1.000 espécies de borboletas e 500 de abelhas e vespas.

Devido à ação do homem, o Cerrado passou por grandes modificações, alterando os diversos habitats e, conseqüentemente, apresentando espécies ameaçadas de extinção. Dentre as que correm risco de desaparecer estão o tamanduá-bandeira, a anta, o lobo-guará, o pato-mergulhão, o falcão-de-peito-vermelho, o tatu-bola, o tatu-canastra, o cervo, o cachorro-vinagre, a onça-pintada, a ariranha e a lontra.

sábado, 17 de abril de 2010

FINANCIAMENTO À CULTURA NO BRASIL

Datas 10, 12, 17, 19 de Maio de 2010
Das 19h às 22h


MAIS INFORMAÇÕES 3817-8708
atendimento@redecemec.com

Historicamente, tem competido ao Estado o fomento às artes e à cultura no Brasil. Os últimos 15 anos, contudo, têm marcado o aumento da parceria entre Estado e Sociedade por meio das leis de incentivo, baseados em sistemas de renúncia fiscal. O presente curso tem por objetivo apresentar os principais mecanismos de financiamento à cultura atualmente existentes, seus aspectos legais e implicações no âmbito de um sistema mais amplo de financiamento à cultura. Da mesma forma, o curso discutirá o modelo adotado pela Lei Rouanet (que canaliza aprox. R$ 1 bi por ano para o setor cultural) e apresentará as principais características do PROCULTURA, sistema idealizado pelo Ministério da Cultura em substituição à Lei Rouanet, mas ainda tramitando no Congresso Nacional. Aliando aspectos práticos relacionados à estruturação, execução e prestação de contas dos projetos a uma reflexão sobre a eficácia dos investimentos públicos em cultura, o curso oferece uma abordagem objetiva, destinado aos profissionais do setor cultural em geral.



Coordenador:
Fábio de Sá Cesnik

(Bacharel em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Co-autor do livro "Projetos Culturais: Elaboração, Administração, Aspectos Legais e Busca de Patrocínio", na quarta edição pela Editora Escrituras e do livro “Globalização da Cultura”, pela Editora Manole; Autor do livro “Guia do Incentivo à Cultura”, pela Editora Manole; Membro Efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo).



Programa
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10/05/10 - segunda-feira
Aula 1 - das 19h às 22h
Apresentação geral do mecanismo (Lei Rouanet). Indicadores. Funcionamento tributário do mecanismo. Princípios gerais da lei e sua regulamentação. Histórico. (Professor Fábio de Sá Cesnik, Advogado)

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12/05/10 - quarta-feira
Aula 02 - das 19h às 22h
Aspectos relacionados à formatação de projetos. O sistema eletrônico de apresentação de projetos: SALICWEB. Oficina prática.
(Professora Aline Akemi de Freitas, Advogada)

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17/05/10 - segunda-feira
Aula 03 - das 19h às 22h
Aspectos fiscais do funcionamento do benefício. Limitações e vedações. Aspectos controversos do mecanismo de incentivo e reflexão sobre o PROCULTURA (Professor José Mauricio Fittipaldi, Advogado).

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19/05/10 - quarta-feira
Aula 04 - das 19h às 22h
Gestão e prestação de contas de projetos pela Lei Rouanet.
(Professora Melissa de Mendonça Moreira, Advogada).



Inscrição
R$ 550,00 - Desconto de 10% para inscrições até dia 14 de Abril


Mais informações e inscrições 11-3817-8708
atendimento@redecemec.com








CEMEC – Centro de Estudos de Mídia Entretenimento e Cultura | (11) 3817.8708 | atendimento@redecemec.com | Copyright 2010

Filme em Minas - Programa de Estímulo ao Audiovisual EDITAL 2009/2010

Filme em Minas - Programa de Estímulo ao Audiovisual
EDITAL 2009/2010
O presente Edital do Filme em Minas – Programa de Estímulo ao Audiovisual tem por objetivo fomentar as diversas formas de manifestação artística do setor audiovisual em Minas Gerais, reconhecendo suas peculiaridades, seu caráter investigativo, contribuindo, assim, para o fortalecimento do mercado audiovisual no Estado.
A escolha dos projetos a serem patrocinados se dará pela análise do seu valor artístico e cultural, da sua exeqüibilidade, no que concerne à proposta técnico-orçamentária, da capacidade demonstrada pelo proponente de executar o projeto e da adequação da proposta ao presente Programa.
Por meio desta quarta edição do Programa, a Secretaria de Estado de Cultura e a Companhia Energética de Minas Gerais - Cemig concedem patrocínio no valor total de R$ 4.260.000,00 (quatro milhões duzentos e sessenta mil reais), para o biênio 2009/2010, com base na Lei do Audiovisual e na Lei Federal de Incentivo à Cultura, assim distribuídos por categoria:
I. Produção de Longas-metragens:
Recursos: R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais)
II. Distribuição de Longas-metragens:
Recursos: R$ 300.000,00 (trezentos mil reais)
III. Finalização:
Recursos: R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais)
IV. Curtas-metragens:
Recursos: R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais)
V. Documentários em vídeo:
Recursos: R$ 320.000,00 (trezentos e vinte mil reais)
VI. Formato livre:
Recursos: R$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais)
VII. Publicações, Digitalização de Acervos e Copiagem:
Recursos: R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais)
VIII. Desenvolvimento de Roteiros:
Recursos: R$ 100.000,00 (cem mil reais)
IX. Incentivo Minas Film Commission ao Cinema Nacional:
Recursos: R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais)

Bolsa Funarte de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais

Para quem pesquisa cultura popular:

Rio de Janeiro, 12 de abril de 2010
Bolsa Funarte de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais
Inscrições abertas

Abertura: 12/04/2010
Encerramento: 27/05/2010
Pesquisadores que desejem desenvolver trabalhos de reflexão crítica e teórica sobre a cultura brasileira podem se inscrever nesse programa e concorrer a bolsas de R$ 30 mil. Serão contemplados, ao todo, 30 proponentes. As inscrições seguem até 27 de maio de 2010 e estão abertas a projetos de todas as regiões do país.
Investimento total: cerca de R$ 998 mil
Leia o edital
Baixe a ficha de inscrição
ANEXO 1: Decreto nº 6.040/2007 – Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais
ANEXO 2: Guia para elaboração de projetos
ANEXO 3: Orientações sobre o processo de inscrição e o projeto
Mais informações:
(21) 2279 8082 (21) 2279 8082
cepin@funarte. gov.br

http://www.funarte. gov.br/portal/ 2010/04/12/ bolsa-funarte- de-producao- critica-em- culturas- populares-e- tradicionais/


O Presidente da Fundação Nacional de Artes – Funarte, no uso das atribuições que lhe confere o inciso V do artigo 14 do Estatuto aprovado pelo Decreto n° 5.037 de 7/4/2004, publicado no DOU de 8/4/2004, torna público o presente Edital Bolsa Funarte
de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais, para todo o território
nacional.
1. DO OBJETO
1.1 O objeto principal é fomentar a reflexão e o pensamento crítico e teórico sobre cultura popular e tradicional a partir da concessão de bolsas em âmbito nacional.
1.2 Para fins deste edital, entende-se por cultura popular o conjunto de práticas, fazeres,
costumes e expressões produzidas pelos povos e comunidades nas diferentes linguagens, tais como: música, dança, circo, teatro, culinária, literatura, jogos, artesanato,
brincadeiras, folclore, grafismo, pinturas, desenhos, ritos e festas populares, religiosidade, histórias e narrativas orais, entre outros que retratam a diversidade cultura
brasileira.
1.3. Entende-se por cultura tradicional aquela produzida por povos e comunidades tradicionais, segundo definição dada pelo Decreto nº 6.040/2007, incluindo povos indígenas,
quilombolas, ciganos, povos de terreiro, irmandades de negros, agricultores tradicionais, pescadores artesanais, caiçaras, faxinais, pomeranos, pantaneiros, quebradeiras
de coco-de-babaçu, marisqueiras, caranguejeiras, ribeirinhos, agroextrativistas,
seringueiros, sertanejos, geraizeros, fundos de pasto, dentre outros grupos.
1.4 - Os projetos vencedores serão executados, imediatamente após o pagamento da bolsa, durante um período de 6 (seis) meses.
2. DAS CONDIÇÕES
2.1. Poderão concorrer às bolsas pessoas físicas maiores de 18 (dezoito) anos, brasileiros
natos ou naturalizados e estrangeiros residentes no país há mais de 3 (três) anos.
2.2. Os proponentes só poderão inscrever 1 (um) projeto, que deverá ser inédito.
3. DOS IMPEDIMENTOS
3.1. O proponente contemplado com a Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares
e Tradicionais não poderá acumular nenhum outro prêmio ou bolsa da Funarte no exercício de 2010.
3.2. É vedada a inscrição neste Edital de membros da Comissão de Seleção, de servidores
da Funarte ou de servidores do MinC e seus respectivos terceirizados.
4. DAS INSCRIÇÕES
4.1. As inscrições serão gratuitas, restritas a pessoas físicas, e estarão abertas no período de até 45 (quarenta e cinco) dias após a publicação deste Edital no Diário Oficial da União.
4.2. As inscrições deverão ser postadas somente pelo correio (SEDEX ou carta registrada)
em um único envelope, lacrado, desconsiderando-se aquelas apresentadas de forma diversa, contendo os seguintes documentos:
2 edital BOLSA FUNARTE DE PRODUÇÃO CRÍTI CA
E E M CULT LT URAS POPULA RES E TRADI CIONAI S
4.2.1. Formulário de inscrição impresso, devidamente preenchido e assinado pelo proponente, conforme modelo disponível no Portal das Artes - www.funarte.gov.br.
4.2.2. 02 (duas) vias do projeto, encadernadas separadamente contendo: apresentação,
objetivo, justificativa, cronograma, produto final da proposta a ser desenvolvida e texto de sua autoria.
4.3. Cada via encadernada do projeto deverá conter até 10 páginas, com fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples.
4.4. O material referente às inscrições deverá ser enviado para o seguinte endereço:
Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais
Rua da Imprensa, 16 – Protocolo
Palácio Gustavo Capanema
Centro – Rio de Janeiro, RJ
CEP: 20030-120
4.5. Serão desconsideradas as inscrições apresentadas de forma diversa da descrita nos itens anteriores.
4.6. O projeto deverá ser entregue na íntegra, não sendo admitidas alterações ou complementos posteriores à entrega.
5. DA SELEÇÃO
5.1. Os projetos inscritos e os respectivos proponentes serão avaliados em 3 (três) etapas:
a) Etapa 1 - Habilitação dos projetos;
b) Etapa 2 – Avaliação da Comissão de Seleção;
c) Etapa 3 - Análise documental
5.2. Da habilitação dos projetos: triagem, de caráter eliminatório, coordenada pela equipe do Centro de Programas Integrados, com o objetivo de verificar se o proponente
cumpre as exigências previstas neste Edital para inscrição.
5.3. Da avaliação da Comissão de Seleção: avaliação, de caráter classificatório, de todos os projetos habilitados na etapa 1 - triagem.
5.4. Da análise documental: verificação, de caráter eliminatório, da situação fiscal e documental dos proponentes contemplados.
5.5. Todos os projetos que não se enquadram no objeto da bolsa, de acordo com análise
da Comissão de Seleção, serão desconsiderados pela mesma durante a etapa 2.
6 – DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO:
6.1. Os projetos serão avaliados conforme os seguintes critérios de seleção:
CRITÉRIOS
PONTUAÇÃO
Criatividade e inovação - originalidade das ações e busca de novas práticas e relações no campo cultural
0 a 35
Relevância cultural - valor simbólico, histórico e cultural das ações e manifestações culturais e artísticas envolvidas
0 a 40
3 edital BOLSA FUNARTE DE PRODUÇÃO CRÍTI CA
E E M CULT LT URAS POPULA RES E TRADI CIONAI S
Metodologia do trabalho - organização, planejamento e método
de execução do projeto
0 a 25
TOTAL
0 a 100 pontos
6.2. Cada projeto será avaliado por pelo menos 2 membros da Comissão de Seleção.
6.3. Havendo empate entre os proponentes, o desempate seguirá a seguinte ordem de pontuação dos critérios (média das notas dos membros da Comissão de Seleção):
a) maior nota no critério relevância cultural ;
b) maior nota no critério criatividade e inovação;
c) maior nota no critério metodologia do trabalho.
6.4. Persistindo o empate, caberá a decisão à Comissão de Seleção por maioria absoluta.
6.5. O resultado final com a classificação de todos os proponentes contemplados por região geográfica, será divulgado no Diário Oficial da União e no Portal das Artes – www.funarte.gov.br
7. DA COMISSÃO DE SELEÇÃO
7.1. A avaliação será realizada por uma Comissão de Seleção composta por 05 (cinco) membros de reconhecida idoneidade, notório saber e capacidade de julgamento nos campos de abrangência da bolsa, nomeados em Portaria pelo Presidente da Funarte, sendo preferencialmente dois representantes de cada região do país.
7.2. A decisão da Comissão de Seleção é soberana e irrecorrível.
8. DAS BOLSAS
8.1 Serão concedidas 30 (trinta) bolsas, distribuídas da seguinte forma:
REGIÃO
NÚMERO DE BOLSAS
NORTE
3
NORDESTE
7
SUL
7
SUDESTE
10
CENTRO-OESTE
3
T
OTALTAL
30 BOLSAS
8.2 O valor da bolsa concedida a cada proponente contemplado será de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) e será pago integralmente após a aprovação da análise documental de acordo com o item 5.4.
8.3. Os projetos contemplados neste edital terão financiamento exclusivo da Funarte.
8.4. No caso de não haver inscrição em alguma das regiões ou o(s) projeto(s) apresentado(s) estar(em) em desacordo com as exigências do Edital, a Funarte poderá
redistribuir a bolsa para outra região.
4 edital BOLSA FUNARTE DE PRODUÇÃO CRÍTI CA
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8.5. Os valores das bolsas serão depositados em conta corrente do proponente contemplado,
sendo vetado o depósito em contas conjuntas, contas poupança e/ou contas
de terceiros.
9. DA CONVOCAÇÃO
9.1 Os proponentes classificados deverão apresentar, em no máximo 10 (dez) dias após a divulgação do resultado no Diário Oficial da União, os seguintes documentos:
a) Certidão Negativa de Débitos de Tributos e Contribuições Federais. Esta certidão pode ser obtida no site www.receita.fazenda.gov.br, opção “pessoa física”;
b) Se o concorrente for estrangeiro: cópia de comprovação de residência no Brasil há mais de 3 (três) anos e cédula de identidade estrangeira ou visto de trabalho ou visto de permanência
c) Cópia do documento de identidade;
d) Cópia do Cadastro de Pessoa Física – CPF.
e) Dados bancários (nome do banco, nome e número da agência e conta corrente)
do proponente.
f) Comprovante de residência de pelo menos 1 ano na região geográfica onde concorre.
9.2. São considerados comprovantes de residência para efeitos desse edital: contas de luz, gás, telefone fixo, aluguel, tributos municipais e estaduais.
9.3. Na inexistência dos comprovantes relacionados no item 9.2, o proponente deverá apresentar:
a) Declaração de residência, fornecida pelo titular da conta;
b) Cópia de uma conta prevista no item 9.2. em nome do titular;
c) Cópia de um comprovante de residência do contemplado.
9.4. Os contemplados que estiverem inadimplentes junto ao Cadastro Informativo dos Créditos Quitados do Setor Público Federal (CADIN) serão desclassificados.
9.5. Ocorrendo desistência ou impossibilidade de recebimento da bolsa por parte do proponente selecionado, os recursos poderão ser destinados a outros proponentes, observada a ordem de classificação dos suplentes estabelecida pela Comissão de Seleção.
9.6. Ficam sob a responsabilidade dos contemplados todos os contatos, os custos, os encargos e a operacionalização do projeto proposto.
9.7. As despesas do Programa de Trabalho correrão à conta da Ação 13392114247960001 - Fomento a Projetos em Arte e Cultura.
10. DAS OBRIGAÇÕES
10.1. Os proponentes contemplados ficarão obrigados a encaminhar à Funarte:
a) um relatório após 90 (noventa) dias de início da execução do projeto apresentando
o desenvolvimento do mesmo.
b) um relatório final, em até 30 dias do término de execução do projeto apresentando
as atividades realizadas conforme disposto no projeto contemplado.
10.2. Todos os relatórios deverão ser entregues por e-mail e impressos devidamente assinados pelos proponentes de acordo com os prazos acima estabelecidos.
5 edital BOLSA FUNARTE DE PRODUÇÃO CRÍTI CA
E E M CULT LT URAS POPULA RES E TRADI CIONAI S
10.3. Os proponentes contemplados comprometem-se a incluir em todas as peças de publicação e divulgação dos projetos o apoio do Ministério da Cultura e da Fundação Nacional de Artes, obedecendo aos critérios de veiculação das logomarcas estabelecidas,
que estarão à disposição no Portal das Artes - www.funarte.gov.br. Deverão incluir
também a expressão: “Esta obra foi selecionada pela Bolsa Funarte de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais” em local reservado para este fim.
10.4. Os contemplados autorizam a Funarte, a partir do momento em que sejam informados
de sua seleção, a registrar e utilizar sua imagem na mídia impressa, bem como divulgar publicamente os relatórios do projeto, na internet e em materiais institucionais,
exclusivamente para divulgação do Edital Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares, podendo a Funarte, inclusive, autorizar que terceiros utilizem as imagens para a mesma finalidade. A utilização ora prevista não tem limitação temporal
ou numérica e é válida para o Brasil e o exterior, sem que seja devida nenhuma remuneração a esse título.
10.5. No caso de publicação do produto resultante e dos resultados do projeto, o contemplado se obriga a ceder, no mínimo, 3 (três) exemplares para o acervo da Funarte.
10.6. Ao se inscreverem, os concorrentes reconhecem a inexistência de plágio no projeto,
assumindo integralmente a autoria e respondendo exclusivamente por eventuais acusações ou pleitos nesse sentido.
10.7. No cumprimento das disposições constantes no subitem 10.3, deverão ser obedecidas
as normas referentes à legislação eleitoral, no que for pertinente.
10.8. O não cumprimento das exigências constantes nos itens dessa cláusula implicará
a adoção de medidas judiciais cabíveis e a inscrição do proponente na relação de inadimplentes do Cadastro Informativo dos Créditos Quitados do Setor Público Federal – CADIN.
11. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
11.1. Na hipótese de novas dotações orçamentárias, pelo período de 6 (seis) meses a partir da data de publicação no Diário Oficial da União dos classificados em cada categoria,
poderão ser concedidas novas bolsas, de acordo com a ordem de classificação, sendo obrigatório contemplar todas as regiões previstas neste Edital.
11.2. Caberá à Funarte a supervisão e fiscalização de todos os atos administrativos desse edital.
11.3. O proponente contemplado será responsável pela realização do(s) projeto(s) e documentos encaminhados, não implicando seu conteúdo qualquer responsabilidade civil ou penal para a Funarte.
11.4. A Funarte não se responsabiliza pelas licenças e autorizações (ex.: ECAD, SBAT, pagamento de direitos autorais de texto e/ou música, etc.) necessárias para a realização das atividades previstas nos projetos contemplados, sendo essas de total responsabilidade de seus proponentes.
11.5. O contemplado estará sujeito às penalidades legais pela inexecução total ou parcial do projeto ou, ainda, pela execução de seu projeto em desacordo com a descrição
contida na proposta aprovada pela Comissão de Seleção.
11.6. Na ocorrência de qualquer desses casos, o proponente obriga-se a devolver os recursos recebidos, atualizados de acordo com a legislação vigente à época em que realizar a respectiva quitação.
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11.7. O modelo da ficha de inscrição poderá ser obtido no Portal das Artes - www.funarte.gov.br.
11.8. Os projetos inscritos na Bolsa de Produção Crítica em Culturas Populares e Tradicionais, bem como materiais anexos, ainda que não selecionados, não serão devolvidos.
11.9. Os casos omissos serão apreciados e resolvidos pelo Presidente da Funarte, ficando
desde logo eleito o Foro da Justiça Federal, Seção Judiciária do Rio de Janeiro para dirimir eventuais questões relativas a este Edital.
11.10. O presente Edital ficará à disposição dos interessados no Portal das Artes - www.funarte.gov.br.
11.11. Outros esclarecimentos podem ser obtidos pelo endereço eletrônico cepin@funarte.gov.br ou pelo telefone (21) 2279.8082.
11.12.. A inscrição do projeto implicará a aceitação das normas e das condições estabelecidas
nesse Edital, não podendo o proponente alegar desconhecimento.
Sérgio Duarte Mamberti

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Meu Monólogo

(Alice)²=

Alice ao Quadrado é igual

Alice no País das Armadilhas

Personagens:

Narrador
Alice
Riso Azul


Narrador: Alice já estava começando a cansar-se de ficar sentada sobre a pedra. Contemplava a encruzilhada à sua frente sem saber para onde ir.
Havia reparado que em um dos lados o som de uma viola vinha lhe acariciar os ouvidos, e do outro, também já havia reparado numa casinha.
A menina havia lido num de seus livros, que a civilização avançaria os sertões impelida pela implacável força motriz da história, no esmagamento inevitável das raças fracas pelas raças fortes. Antes de a profecia cair por terra, Alice foi pro sertão árido. O calor daquele dia estava deixando Alice sonolenta. Ela perguntava a si mesma se o prazer de fazê-la ir até a casa valia o esforço de ela dormir por ali mesmo. Foi quando uma moça de pés semi nus passou caminhando por ali. Não havia nada de tão extraordinário nisso. Alice não achou verdadeiramente notável nem mesmo quando a moça lhe jogou uma caixinha de fósforos! Mas quando ela viu em seu rosto um riso azul, Alice levantou-se. Teve a impressão que nunca em sua vida tinha visto um riso azul. Ardendo em curiosidade, caminhou até a moça através do sertão. A moça seguia a caminho da casa e nela entrou. Num instante Alice estava em frente a casa também.

Alice: - Estou sonhando? Coisas estranhas estão acontecendo. Esta casa é familiar. Ontem mesmo sonhei que estava debruçada numa dessas janelas.

Narrador: Haviam seis janelas na casa, cinco abertas e a janela da sala estava fechada, a porta permanecia trancada a chave. Alice contornou a casa tentando enxergar o que havia dentro. Num instante já estava pulando a janela, sem se perguntar por nenhum momento se alguém iria chegar.
Dizem que na vida tibetana o corpo é figurado por uma casa de seis janelas e que a casa representa o ser interior. Isso representa que Alice está num momento de sublimação espiritual.

Alice: Esta casa me da nostalgia. Ela é oca, não tem nada. (Alice esbarrasse num piano).
Ai, pelo menos tem um piano.
Que Cheiro de café.
Olha! Tem andares. Lá de fora ela parecia tão pequenina.
Incrível!
Onde estará o riso azul?
O que são aquelas cartas?

Riso Azul: Seu destino menina Alice.

Alice: Como sabe meu nome?

Riso Azul: Chegastes cedo flor.
O café está fresco.
Percebeu o pé de café no jardim?
Vou colocar a mesa. Vai comer cenouras e quando terminar tirarei as cartas pra você. E dai por diante será dona de seu destino. Não terá mais os Deuses a lhe acompanhar. Será responsável por suas escolhas. Será dona de si, estará livre...

Alice: Quem é você?

Narrador: É a atriz dançarina que dança firme e equilibrada como a terra, que dança pelo cosmo. Ela é o Resultado de todas as outras cartas, é o Mundo, que representa a consciência de pertencer, vir e voltar a terra, quer dizer vida eterna, recompensa, conclusão, caminho da libertação. Na carta ela olha a folha que simboliza a consciência de ter a mesma origem das plantas, a terra.

Alice: Mora sozinha?

Riso Azul: No segundo andar vive o macaco. Na entrada da PORTA DOS FUNDOS, repousa um homem. Logo em frente há uma profetiza, e lá no alto, observando tudo de camarote: a santa, guardiã da porta dos céus. Só os seguros e corajosos poderão passar por lá.

Alice: E este guarda-chuva, pra que serve? É seu?

Riso Azul: Sim, é meu. Carrego comigo. Simboliza poder em toda parte... Um símbolo de proteção e realeza. A sombra protege do calor e do sol e o frescor de sua sombra representa proteção contra o sofrimento, desejo, obstáculos e doenças. Tradições diferentes desenvolveram muitos tipos de guarda-chuvas: a parte de cima simboliza sabedoria e o tecido que protege simboliza compaixão. E meu riso é azul.

Alice: Você então que é o riso azul!?

Riso Azul: Há sim. Fiquei assim depois de beijar Frida Kalo.

Alice: Se eu te beijar, meu riso se tornará azul para sempre também?

Riso Azul: Sim flor!!!

Alice: Beija-me então! Cadê você. Eu também gosto de chupar caquis. Cadê você?

Riso Azul: Acalme-se, venha. Estou no banheiro...



Dramaturgia Autoral em construção
Aline Reis

INSCRIÇÃO ENCONTRO

De: Aline Reis Exibir contato
Para: leideincentivorj@cultura.rj.gov.br
Cc: leicult2010@cultura.rj.gov.br


--------------------------------------------------------------------------------

Nome do participante: Aline Reis
Município: São Paulo - SP
Tel: 011 3782-2339
e-mail: alinereisvieira@yahoo.com.br
Área cultural e/ou linhas de ação de interesse: Música, Teatro, Literatura, Cinema e Artes Plásticas.
Trabalhou anteriormente com a Lei de Incentivo á Cultura do RJ (sim/não): Indiretamente, Sim.




Olá,

Tenho acompanhado os acontecimentos da reforma da Nova Lei da Cultura através do blog do Misnistério da Cultura e sinto dizer sobre meus sintomas de carência em relação as informações. Moro em São Paulo e infelizmente não será possivel deslocar-me de minha cidade para participar do encontro, que foi decidido ser na cidade do Rio de Janeiro.

É possivel enviar-me informativos após o termino do encontro sobre a nova regulamentação da Lei de Incentivo a Cultura?

Estou desenvolvendo um Projeto de um Filme que deve ser lançado antes de outubro. Preciso da aprovação da nova Lei, antes disso, saber o passo a passo para escrever meu projeto dentro dos moldes solicitados, para conseguir captar recursos e continuar o processo de produção do filme para num segundo momento lança-lo.



Mantenham-me informada, sim?

Agradecida



Saudações

Aline Reis

Lei de Incentivo a Cultura do Estado do RJ

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA REALIZA ENCONTRO PARA APRESENTAR A NOVA REGULAMENTAÇÃO DA LEI DE INCENTIVO À CULTURA.


O encontro, destinado a produtores culturais e pessoas interessadas na Lei de Incentivo à Cultura, terá duração de três horas e abordará o novo Decreto que regulamenta a Lei, bem como os procedimentos de inscrição e avaliação de projetos instituídos pelo Edital 01 de 31 de março de 2010.
Data: 14/04/2010
Horário: 14h
Local: Auditório Guiomar Novaes
Sala Cecília Meireles
Largo da Lapa, 47
Centro - Rio de Janeiro


Para inscrever-se, envie mensagem para o e-mail
leideincentivorj@ cultura.rj. gov.br com as informações descritas abaixo:
Assunto: [INSCRIÇÃO ENCONTRO]
Corpo do e-mail:
Nome do participante:
Empresa:
Município:
Tel:
e-mail:
Área cultural e/ou linhas de ação de interesse:
Trabalhou anteriormente com a Lei de Incentivo á Cultura do RJ (sim/não):


Vinicius Daumas
Coordenador de Projetos
CRESCER E VIVER
55 (21) 8669-1839
55 (21) 3972-1391

Congado de Uberlândia

Paróquia de Nossa Senhora do Rosário

A devoção a Nossa Senhora do Rosário


A devoção ao Rosário de Maria remonta ao século XIII e nasceu no seio do povo simples, que por não saber ler os salmos, rezava um determinado número de Pai-Nossos e Ave-Marias, servindo-se de pedrinhas para os contar. Esta foi a origem remota do Rosário, que se chamou Saltério de Maria e cuja divulgação se deve a São Domingos, fundador da Ordem dos Dominicanos. Na ocasião por volta do ano de 1200, por ordem do Papa Inocêncio III, foi empreendida uma cruzada contra os albigenses, inimigos da Cristandade. Como a cruzada contava com um pequeno número de pessoas, os albigenses, certamente, sairiam vitoriosos. São Domingos, com seu rosário, lançou-se aos pés de Santa Maria, pediu ajuda, e ao cabo de algumas horas, estava decidida a luta em favor dos cristãos. Histórias como esta foram se repetindo com o decorrer dos anos, tornando o rosário uma "arma misteriosa", quando se tratava de guerras, conflitos, libertação de povos, e até problemas de ordem pessoal .

À devoção do rosário foram atribuídas, ainda, a libertação de mais de vinte mil escravos cristãos, que estavam sob o jugo dos muçulmanos. Provavelmente, esta ligação fez com que Nossa Senhora do Rosário se tornasse a protetora dos escravos.

Em 1716, o Papa Clemente XI estendeu a Festa do Rosário para toda a Igreja Católica, que passou a ser comemorada no primeiro domingo do mês de outubro. No entanto, esta data sofreu alterações ao longo do tempo. Em Uberlândia, ela era comemorada no último domingo do mês de outubro , e aconteciam, simultaneamente, a Festa da Irmandade dos Homens Pretos, na Igreja do Rosário, e a festa dos brancos, na Igreja Matriz. Os padres acharam por bem mudar o dia da festa dos negros, que, a partir de 1929, passou a se realizar no segundo domingo de novembro. Somente em 2004 a festa voltou a ser comemorada a partir do 2º domingo de outubro.

Exemplificando a devoção dos negros a Nossa Senhora do Rosário, conta-se que: Nossa Senhora apareceu na linha do mar. Os brancos, com a Banda de Música, levaram a imagem para uma Igrejinha. Quando amanheceu o dia, ela não estava lá. Havia voltado para o mesmo lugar, onde foi encontrada. Os brancos se reuniram novamente com violas, violões e foram até lá. Tocaram, cantaram e levaram a Santa para a Igrejinha. No dia seguinte, perceberam que ela havia voltado novamente. Então os congadeiros com suas caixas foram até lá, cantaram, bateram a caixa, pegaram a imagem e levaram para a mesma Igrejinha. Desta vez, ela não mais voltou. Podemos concluir desta pequena história que Nossa Senhora, ela mesma, adotou o som do tambor. Isso significa que ela aceita o negro com seus tambores e Reis.

Os congadeiros dizem que Nossa Senhora do Rosário comanda a festa e São Benedito comanda a cozinha. São Benedito era escravo na África, ele era cozinheiro e nunca atrasava o almoço. Os senhores, só para vê-lo atrasar, mandavam-no buscar as rezes no mato. Ele ia, voltava e o almoço saía na hora certa e com o mesmo tempero. Ele era um homem negro muito inteligente e os senhores não aceitavam. Por isso ele foi queimado vivo.

A Santa protetora dos negros na África é Santa Efigênia. Mas como Santa Efigênia era negra e os negros não podiam "mandar" no Brasil, ela passou a coroa e o rosário de contas de lágrimas para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que, a partir daí, passou a se chamar Nossa Senhora do Rosário.



O Congado em Uberlândia



Quando os negros africanos foram trazidos para o Brasil, a bordo de navios negreiros, além da saudade de seu país, de onde foram arrancados repentinamente, trouxeram também em seus prantos e lamentações, a fé no culto e ritos religiosos de suas várias regiões. Mas como os Senhores de Escravos não permitiam que eles tivessem sua própria religião, os negros foram obrigados a se "cristianizarem".

Ainda no tempo da escravatura, eles se reuniam no mato e ali cantavam e dançavam em louvor a sua santa protetora . Assim, por volta de 1874, começou o movimento do Congado em Uberlândia, através da pessoa do Sr. André. Ele reunia os negros da região do Rio das Velhas, Olhos D'água, que saiam "batendo caixa" venerando e pedindo a Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos negros, para libertá-los da escravidão.

Com o passar dos anos, eles sentiram a necessidade de realizar a Festa do Congado na cidade. Naquele tempo, os negros vinham em carros de bois e se agrupavam de baixo de uma grande árvore, onde hoje se encontra a Praça Tubal Vilela. Depois eles seguiam por uma trilha até a Capela de Nossa Senhora do Rosário, construída de pau-a-pique e buritis, onde é hoje a Praça Dr. Duarte, e ali realizavam a Festa. Esta Capela foi construída por volta de 1880.

Em princípios de 1891, Arlindo Teixeira, conceituado político e escritor da época, se propôs mudar e construir no terreno vago da atual Praça Rui Barbosa, a segunda Capela, que foi construída com a frente voltada para o bairro General Osório (Fundinho) porque ali era o centro da cidade. Para o lançamento da pedra fundamental, os negros da Irmandade do Rosário, já sob a presidência do Sr. Manoel Francisco do Nascimento (Manoel Angelino) realizaram uma procissão, carregando um cruzeiro de madeira, da antiga capela até onde seria construída a outra. Esta outra capela foi construída, com estrutura de madeira, tijolos de adobe e telha comum. O sino era dependurado do lado de fora, no baldrame da Igreja.

Com o crescimento da cidade , esta segunda capela precisou ser ampliada. Para tanto, se formou uma comissão composta de homens influentes da cidade, tais como Cícero Macedo de Oliveira, Dr. Abelardo Moreira dos Santos, Arlindo Teixeira e Manoel Naves de Ávila, que conseguiram donativos com os moradores da cidade. Para os negros, instituiu-se uma mensalidade de um mil réis. A pedra fundamental da edificação, foi solenemente lançada em 29 de junho de 1929, com discursos e Banda de Música. A Igreja foi inaugurada em 10 de maio de 1931 , com a presença do então Bispo de Uberaba, D. Frei Luiz Maria de Santana. Entre 1987 e 1988 ela foi tombada e restaurada e hoje pertence ao Patrimônio Cultural da cidade.

Como são formados?

-General ou comandante é o dono do terno, pois possui a patente;

-1°, 2° e 3° capitães são responsáveis pela organização do terno;

-Guarda ou Fiscal é o zelador dos instrumentos e das crianças nas ruas;

-Alferes são os soldados que puxam as filas;

-Caxeiros de Frente fazem evolução na porta da Igreja;

-Soldados completam o terno.

Na frente de cada terno seguem um ou dois estandartes carregados por onze meninas que são as "virgens dos Rosário ". Elas são comandadas pela Madrinha do Terno. Os congos e ternos são geralmente compostos por cem pessoas. Os moçambiques são compostos por um número menor de integrantes, aproximadamente quarenta pessoas. Enfim, esses componentes variam de terno para terno.

Calendário da Festa


Na segunda quinzena do mês de setembro inicia-se as campanhas (arrecadação recursos para a realização da festa ). São visitas a residências, com a Santa, onde se reza o terço e faz-se o leilão de prendas. As campanhas terminam no final do mês de outubro. Nove dias antes do início da festa, começa a novena na Igreja Nossa Senhora do Rosário, onde reza o terço e faz-se o leilão de prendas na porta da Igreja.

A festa começa no segundo domingo do mês de novembro, quando acontece a confraternização dos ternos, desfile, coroação dos festeiros e de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, procissão e missa. Na segunda-feira, os ternos agradecem a todos que colaboraram com a realização da festa e se despedem na porta da Igreja. Logo após, todos os ternos fazem uma visita à Oficina Cultural de Uberlândia, na praça Clarimundo Carneiro, 204, em agradecimento à Secretaria Municipal de Cultura.

Congado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O Congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana celebrada em algumas regiões do Brasil. Trata basicamente de três temas em seu enredo: a vida de São Benedito, o encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas, e a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras.

São Benedito
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
São Benedito OFM Cap (Sicília, 31 de Março de 1524 - Palermo, 4 de Abril de 1589) (São Benedito, o Negro, ou São Benedito, o Africano ou São Benedito, o Mouro) - Santo da Igreja Católica Apostólica Romana.
Algumas versões dizem que ele nasceu na Sicília, sul da Itália, em 1524, no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia. Outras versões dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália nesta época. Neste caso, ele seria de origem moura, e não etíope. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele.
Foi pastor de ovelhas e lavrador. Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21 um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis o chamou para viver entre eles. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.
Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade,sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote. Seus irmãos o consideravam iluminado pelo Espírito Santo, pois fazia muitas profecias. Ao terminar o tempo determinado como Superior, reassumiu com muita humildade mas com alegria suas atividades na cozinha do convento.
Sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades. Conta a tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?” E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.
São Benedito morreu aos 65 anos, no dia 4 de abril de 1589, em Palermo, na Itália. Reverenciado e amado no Brasil inteiro, é um dos santos mais populares do país, principalmente entre a população de origem africana, que o associa aos padecimentos do negro brasileiro. Na porta de sua cela, no Convento de Santa Maria de Jesus em Palermo se encontra uma placa com a inscrição em italiano indicando que era a Cela de São Benedito e embaixo as datas 1524-1589, para indicar as datas do nascimento e de sua morte. Alguns autores indicam 1526 como o ano de seu nascimento, mas os Frades do Convento de Santa Maria de Jesus consideram que a data certa é 1524. Todos os anos asseguir a páscoa, há uma missa e festa em sua honra na localidade de coval,concelho de Santa Comba Dão

Nossa Senhora do Rosário

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nossa Senhora do Rosário (ou Nossa Senhora do Santo Rosário ou Nossa Senhora do Santíssimo Rosário) é o título recebido pela aparição mariana a São Domingos de Gusmão em 1208 na igreja de Prouille, em que Maria dá o rosário a ele.
Em agradecimento pela vitória da Batalha de Muret, Simon de Montfort construiu o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Vitória. Em 1572 Papa Pio V instituiu "Nossa Senhora da Vitória" como uma festa litúrgica para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora por ter sido feita uma procissão do rosário naquele dia na Praça de São Pedro, em Roma, para o sucesso da missão da Liga Santa contra os turcos otomanos no oeste da Europa. Em 1573, Papa Gregório XIII mudou o título da comemoração para "Festa do Santo Rosário" e esta festa foi estendida pelo Papa Clemente XII à Igreja Universal. Após as reformas do Concílio Vaticano Segundo a festa foi renomeada para Nossa Senhora do Rosário. A festa tem a classificação litúrgica de memória universal e é comemorada dia 7 de outubro, aniversário da batalha.
María del Rosário é um nome feminino comum em espanhol, além de Rosario poder ser usado como nome masculino também, principalmente em italiano.

Origem

Cortejo conduzindo os Rei de: São Benedito, e Nossa Senhora do Rosário, Julgado de São Benedito (espécie de Congado), na Festa do Divino de Pirenópolis, tradição de séculos.
O Congado originou-se na África no país do Congo, inspirando-se no Cortejo aos Reis Congos que era uma expressão de agradecimento do povo aos seus governantes. Ao receber a colonização portuguesa, vários africanos foram trazidos para o Brasil para serem escravos e acabaram trazendo esta tradição e mesclando com a cultura local.
No Brasil o Congado é celebrado em várias localidades como Cametá/PA, no Esprírito Santo, Bahia, Rio Grande do Sul, Armação de Itapocoroy/SC, Catalão/GO, Atibaia/SP, Machado/MG, São João del-Rei/MG, Uberlândia-MG, São Sebastião do Paraíso/MG, São Gonçalo do Sapucaí-MG, Pedro Leopoldo-MG dentre outras.
Em Minas Gerais além da devoção a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Há também a devoção da santa, conhecida como protetora do lar, Santa Efigênia.
Em Pirenópolis, Goiás, o congado faz parte da Festa do Divino Espírito Santo, desde o início da festa em 1819.
O congado, também chamado de congo ou congada mescla cultos católicos com africanos num movimento sincrético. É uma dança que representa a coroação do rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas, levantamento de mastros e música. Os instrumentos musicais utilizados são a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco. Ocorre em várias festividades ao longo do ano, mas especialmente no mês de outubro, na festa de Nossa Senhora do Rosário. O ponto alto da festa é a coroação do rei do Congo.
Na celebração de festas aos santos, onde a aclamação é animada através de danças, com muito batuque de zabumba, há uma hierarquia, onde se destaca o rei, a rainha, os generais, capitães, etc. São divididos em turmas de números variáveis, chamados ternos. Os tipos de ternos variam de acordo com sua função ritual na festa e no cortejo: Moçambiques, Catupés, Marujos, Congos, Vilões e outros.

CONGADO

Na raia cultural dos folguedos, o CONGADO é a maior ocorrência folclórica em Minas.

A festa é de devoção, um ritual sagrado, embora o profano a ela se associe. Entra-se no Ciclo do Rosário no princípio de agosto, mas comemora-se 07 de outubro o dia da padroeira. Abrange, pois, três meses seguidos. Ainda que s frequentes, registram-se manifestações fora desse trimestre, como se veem Serro - final de junho - e em Conceição do Mato Dentro - começo de janeiro para citar só dois exemplos.
Nesse evento, consideram-se quatro partes:

1) Reinado, que se compõe de rei e rainha congos, princesa Isabel, juízes, juízas, dignitários e mucamas, entre outros. De sua constituição devem participar os membros de crença. O papel do reinado é unir as diferentes guardas em um mesmo sentimento de fé em Nossa Senhora do Rosário e manter coesos os - s de cor. Sua origem se explica principalmente com a fixação de lembranças época faustosa da rainha Ginga de Angola e de Chico Rei, o lendário animador de Vila Rica. O registro mais antigo da ocorrência em Minas pertence a André João Antonil, que aqui esteve de 1705 a 1706. Em sua obra, publicada em 1711, notícia dessas festas.

2) Embaixadas, que se traduzem em homenagem ou em destemor e valentia. E parte dramática, representada, e inclui a rezinga ou luta de espada entre embaixadores.

, 3) Guardas, que são em número de sete, menos o candombe. Cada uma destas possui vestuário próprio e autonomia - é uma unidade rítmica e coreográfica. Segundo o lugar, em vez de guarda, que é a designação mais comum, chamam-lhe a corte (ô), banda, terno, batalhão.

A guarda não terá menos de doze de varsais. Há-as com trinta, quarenta ou mais.
Varsal é cada um dos figurantes não graduados de qualquer guarda de Nossa Senhora do Rosário A palavra, talvez, seja modificação prosódica de vassalo Curioso: em Alencar, Pará, ela assume a forma valsar.
Cada guarda tem função específica no Congado, bem definida.

4) Todos os figurantes, quer sejam membros do reinado, das embaixadas ou das guardas, pertencem à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, instituição religiosa que se fundou em Minas Gerais desde os albores do século XVIII, inspirada nas Corporações de Ofício da Idade. Média.

Referência:
MARTINS, Saul. Congado: Família de sete irmãos. Belo Horizonte,SESC, 1988. p.15. . .

CONGADO
Na raia cultural dos folguedos, o congado é a maior ocorrência folclórica em Minas.

A festa é de devoção, um ritual sagrado, embora o profano a ela se associe. Entra-se no Ciclo do Rosário no princípio de agosto, mas comemora-se 07 de outubro o dia da padroeira. Abrange, pois, três meses seguidos. Ainda que s frequentes, registram-se manifestações fora desse trimestre, como se veem Serro - final de junho - e em Conceição do Mato Dentro - começo de janeiro para citar só dois exemplos.
Nesse evento, consideram-se quatro partes:

1) Reinado, que se compõe de rei e rainha congos, princesa Isabel, juízes, juízas, dignitários e mucamas, entre outros. De sua constituição devem participar os membros de crença. O papel do reinado é unir as diferentes guardas em um mesmo sentimento de fé em Nossa Senhora do Rosário e manter coesos os - s de cor. Sua origem se explica principalmente com a fixação de lembranças época faustosa da rainha Ginga de Angola e de Chico Rei, o lendário animador de Vila Rica. O registro mais antigo da ocorrência em Minas pertence a André João Antonil, que aqui esteve de 1705 a 1706. Em sua obra, publicada em 1711, notícia dessas festas.

2) Embaixadas, que se traduzem em homenagem ou em destemor e valentia. E parte dramática, representada, e inclui a rezinga ou luta de espada entre embaixadores.

, 3) Guardas, que são em número de sete, menos o candombe. Cada uma destas possui vestuário próprio e autonomia - é uma unidade rítmica e coreográfica. Segundo o lugar, em vez de guarda, que é a designação mais comum, chamam-lhe a corte (ô), banda, terno, batalhão.

A guarda não terá menos de doze de varsais. Há-as com trinta, quarenta ou mais.
Varsal é cada um dos figurantes não graduados de qualquer guarda de Nossa Senhora do Rosário. A palavra, talvez, seja modificação prosódica de vassalo Curioso: em Alencar, Pará, ela assume a forma valsar.
Cada guarda tem função específica no Congado, bem definida.

4) Todos os figurantes, quer sejam membros do reinado, das embaixadas ou das guardas, pertencem à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, instituição religiosa que se fundou em Minas Gerais desde os albores do século XVIII, inspirada nas Corporações de Ofício da Idade. Média.

Referência:
MARTINS, Saul. Congado: Família de sete irmãos. Belo Horizonte,SESC, 1988. p.15. . .
Quando foi inaugurada a antiga Capela e Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, nos princípios do século XVIII, e até atingir seu estágio atual por volta de 1740 / 1750, foi criada e organizada a Irmandade de Nossa Senhora dos Rosários dos Pretos, para zelar e cuidar das tradições inerentes a esta Santa Padroeira dos Escravos.
Em 1758, quando a Matriz de Nossa Senhora da Conceição do arraial de Guarapiranga, atingiu seu estágio completo, houve grandes festejos nesta freguesia de Guarapiranga, inclusive a homenagem por parte da Irmandade de N. Sra. Do Rosário dos Pretos, com a criação da Banda de Congado de N. Sra. Do Rosário, ocorrendo assim a famosa “puxada do Mastro e a sua “fincada” na praça do Rosário, simbolizando uma homenagem à padroeira do antigo arraial de Guarapiranga, no dia 08 de Dezembro de 1758, dia dedicado a Nossa Senhora da Conceição.
A partir desta data, ocorrem a tradicional festa do Mastro, logo após as festas do Rosário, que iniciavam a partir do dia 07 de Outubro ( dia de Nossa Senhora da Conceição ), e terminavam no dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião, com retirada do Mastro.
Com o passar dos anos, foram fundadas várias outras bandas de Congo, provenientes dos antigos quilombos das regiões que possuíam maiores números de escravos, tais como, a região da Barra, Roncador, Santo Antônio do Guiné, Angu, Pirapetinga, Cunhas, etc. Os componentes da Banda de Nossa Senhora do Rosário eram da Vila do Carmo, do Quebra e da Barra.
A partir da década de 1970, a tradicional Festa do Mastro, começava a puxada a partir da localidade da Barra, sendo carregado o Mastro pelos membros até a Praça do Rosário, onde ocorre a fincada do Mastro, que é uma antiga tradição que acontece de geração a geração no dia 08 de Dezembro, uma homenagem a Irmandade do Rosário dos Homens Negros à Padroeira do Antigo Arraial Nossa Senhora da Conceição do Guarapiranga.
Atualmente, moradores da localidade do Morro, participam em conjunto com a Banda de Congado Nossa Senhora do Rosário, sendo que a outra banda existente é a do Santo Antônio do Guiné. O senhor José Ambrósio Dias , lembra que tudo começou quando ele tinha 12 anos, na Fazenda de seu pai, Joaquim Nazário: "Naquela época muita gente capinava na roça cantando o chamado jongo. Até que um dia, um trabalhador convenceu o meu pai a formar a Banda de Congado, que passou a se apresentar na Festa de Reis de Nossa Senhora do Rosário, em Janeiro. Ele conta que essa festa começou com os escravos e é, atualmente, a mais tradicional festa da cidade. Os reis e rainhas de congado saem da matriz e fazem o cortejo, até a igreja do Rosário. Enquanto isso, as bandas vão tocando e animando a festa".
No dia 8 de dezembro ocorre a Festa do mastro, que representa o inicio da festa de Janeiro. O mastro de madeira com a bandeira de Nossa Senhora do Rosário é fixado em uma casa da zona rural até o dia 8 de Dezembro. Nesse dia, vários homens da cidade vão até a casa e levam o mastro nas costas até a praça do Rosário. O mastro fica lá até o dia 20 de Janeiro, quando é levado para outra casa na roça.
A lenda de Chico-Rei nos conta que a origem das festas do Congado está ligada à Igreja Nossa Senhora do Rosário, situada na antiga Vila Rica ( Ouro Preto ). Segundo a lenda, o escravo batizado com o nome de Chico-Rei, viera da África com outros membros de sua família. Na sofrida viagem, rumo às Novas Terras, Francisco perdera a mulher e seus filhos, com exceção de um. Chico-Rei se instalou em Vila Rica e com o passar do tempo, com as economias obtidas no trabalho aos domingos e dias santos, conseguiu a alforria do filho. Posteriormente, obteve a própria alforria e a dos demais súditos de sua nação que lhe apelidaram de Chico-Rei. Unidos a ele, pelos laços de submissão e solidariedade, adquiriram a riquíssima mina da Escandideira. Casado com a nova rainha, a autoridade e o prestígio do "rei preto" sobre os de sua raça foi crescendo. Organizaram a Irmandade do Rosário e Santa Efigênia, levantando pedra a pedra, com recursos próprios, a Igreja do Alto da Cruz. Por ocasião da festa dos Reis Magos, em janeiro, e na de Nossa Senhora do Rosário, em outubro, havia grandes solenidades típicas, que foram generalizadas com o nome de "Reisados". Nestas festas, Chico-Rei, de coroa e cetro, e sua côrte apareciam lá pelas 10 horas, pouco antes da missa cantada, apresentando-se com a rainha, os príncipes, os dignatários de sua realeza, cobertos de ricos mantos e trajes de gala bordados a ouro, precedidos de batedores e seguidos de músicos e dançarinos, batendo caxambus, pandeiros, marimbás e canzás, entoando ladainhas.

Fonte: Palavras Negras em Lavras Novas- Marcus de Nilo
Dicionário Brasil Colonial 1500-1808





03. Denominação: Terno de Congado Congo Sainha.
04. Natureza: Festas Populares/Cultos Afro-brasileiros.
05. Responsável: Elias do Nascimento.
06. Informe Histórico:
O Terno de Congado Congo Sainha é um grupo de dançadores de congado, ou seja, uma designação genérica de uma grande família coreográfica estabelecida por negros escravos em louvor a Nossa Senhora do Rosário e Santos Pretos. É festa de devoção, um ritual sagrado, embora o profano a ela se associe com pujança. Em geral, dá-se o nome de congada à exibição ritmo-plástica de uma guarda (ou terno) filiada à Irmandade; congado é a instituição que une todos os membros da família em uma celebração popular de culto aos ancestrais africanos através de danças, de percussões e cantorias realizadas por descendentes de nações negras diversas. Esse culto foi presenciado já em 1705, pelo jesuíta André João Antonil, o primeiro a dar notícias dessas festas no Brasil. Entretanto, sabe-se de registros de congos em Lisboa no ano de 1496, antes mesmo da descoberta do Brasil.
O Terno de Congado Congo Sainha está em atividades desde a década de 1940, época de Elias Nascimento, um dos fundadores e primeiro presidente da Irmandade, sendo uma das guardas mais antigas de Uberlândia. Por problemas políticos na campanha de Tubal Vilela em 1950, seus primeiros presidentes Abadio e Vicente perderam a presidência para Elias Nascimento. Conhecido inicialmente como "terno de saias", o uso das sainhas por seus integrantes homenageava a palha que sempre foi essencial na vida dos povos africanos.
O estilo seguido pelo Terno Congo Sainha é o congo, a irmã mais velha dos sete ternos (congo, moçambique, marujo, catopé, caboclinho, cavaleiro de São Jorge e vilão) todas nascidas a partir do candombe (guarda fechada). As guardas assemelham-se nos fins – culto e união entre as pessoas de cor ou irmãos do Rosário – mas diferenciam-se na apresentação – plástica, rítmica e coreográfica; no cerimonial (rito), e no papel dentro do conjunto ou função que exercem. Cada tipo de terno, ainda, individualiza-se pelo nome particular dado ao grupo, pelo estandarte de pintura única e pela cor ou combinação de cores dos vestuários e dos paramentos. No congo, tipo do Terno de Congado Congo Sainha, sua função é policial, ou seja, compete-lhe fornecer guarda-coroas, armados de espada, para reis e rainhas. Em desfile, vai à frente do moçambique.
A prática de congado é transmitida de pai para filho, aprende-se de criança, por imitação, vendo e ouvindo dançar e cantar, sendo o Terno de Congado Congo Sainha formado por crianças, jovens, adultos e idosos. Essa guarda permanece fiel ao seu ritual congadeiro sem abrir mão das indumentárias ou dos instrumentos tradicionais mesmo estando associados a elementos modernos. O terno relembra o canto tradicional dos primeiros escravos e o modo peculiar de danças dos negros, além de toadas com termos e expressões africanas, referências à escravidão, entoadas em ritmo negro.
Os instrumentos mais importantes dessa guarda são as sanfonas, caixas de couro, cuíca, violão, chocalhos e reco-reco. Cada guarda possui uma cor e roupa peculiar, que no caso do Terno de Congado Congo Sainha são o branco (representando a paz e o perdão) e o azul (que traduz a felicidade dos marinheiros ao buscar Santa Efigênia no mar).
Os ensaios acontecem no "quartel" (morada do capitão da guarda ou "general") localizado na Rua do Artesão, nº 131, Bairro Jardim das Palmeiras. No dia da Festa de Nossa Senhora do Rosário, no último domingo e segunda-feira de novembro, o Terno sai do Bairro Jardim das Palmeiras e atravessa várias ruas da cidade até se concentrar na Praça Cícero Macedo, em frente à Igreja do Rosário. Na Uberlândia do início do século XX, os negros congadeiros costumavam se reunir à sombra de uma grande árvore localizada na atual Praça Tubal Vilela, onde passavam a realizar a Festa do Congado, seguindo percurso processional desse local à Capela de Nossa Senhora do Rosário.

08. Descrição:
O ritual das festas começa com o levantamento do mastro. Por vezes são dois, um localizado no adro da igreja e outro na casa do festeiro. Depois, de manhãzinha, a escolta conduz a Coroa (reinado) da residência dos reis ao altar. No trajeto, os varsais (de vassalo, figurantes) dançam e cantam, ou fazem embaixadas. De todos os ternos existentes, só os congos e marujos fazem embaixadas.
Cada terno se diferencia do outro pelas cores das roupas, pelos acessórios, pelos ritmos das músicas, pelos instrumentos, pela forma da dança e pela sequência em que se apresentam durante a cerimônia, demonstrando a hierarquia das guardas. Prevalesse o canto antifonal, isto é, um solista, geralmente o primeiro capitão, apresenta o tema e o coro responde. O segundo capitão com seu bastão e apito comanda os soldados na execução instrumental. Cada capitão “puxa” uma série de músicas que podem ser elaboradas por ele ou pelo grupo e ainda outras aprendidas com outros ternos ou com os antepassados. Algumas músicas são tradicionais do terno, passadas de capitão para capitão. Outras são específicas de cada guarda. Existem também cantorias que são consideradas segredo que não podem ser reveladas para “os de fora” e que são aprendidas e “guardadas no coração”, sendo somente executadas em cerimônias reservadas.
Em desfile, o terno de congo vai à frente do moçambique. Sua função é policial, compete-lhe fornecer guarda-coroas, armados de espada, para reis e rainhas. Seus tocadores de maracanãs e caixas fazem performances saltando com os instrumentos, revezando entre se ajoelhar e saltar. Essa coreografia é cheia de significação: quando estão ajoelhados pedem “axé” e quando estão pulando agradecem as graças recebidas. Uma das características diferenciadoras das guardas de congo que vem se extinguindo em Uberlândia é o uso de cuíca e de tamborins (caixinhas quadradas confeccionados em madeira e couro, percutidas com uma vareta), bem como o uso de pandeiros, adufes e instrumentos harmônicos como violões, cavaquinhos, banjos e sanfonas.
O terno de moçambique ou “congo de coroa” é a guarda real, isto é, são eles os responsáveis por conduzir as imagens dos santos, bem como o casal real durante a procissão e no fim dos festejos, além de levantarem o mastro na porta da Igreja dando início ao congado. A coroa além de representar a realeza, também é símbolo de Nossa Senhora e confere a quem a utiliza a autoridade para conduzir os reis e santos.
Aos catopés, cabe a responsabilidade de alegrar o ambiente, oferecer boa música e divertir o povo com loas e cantos irônicos ou chistosos. Na falta do moçambique, de direito, cabe-lhe fazer a escolta do séqüito real.
Existem também os cavaleiros de São Jorge que exercem uma função decorativa, apenas visual, de pompa e grandeza. Incorporados ao cortejo na rua, seguem o catopé. Não cantam e não tocam, mas podem fazer embaixadas.
Em seqüência vêm a guarda dos marujos que desempenham a histórica função de rememorar a longa e dolorosa travessia marítima da África para o Brasil. As músicas, as roupas e adereços e o trançar de fitas característico dos marinheiros fazem referência ao mar que trás os negros para o Brasil e de onde Nossa Senhora é retirada.
Os caboclinhos, tapuios, caiapós, botocudos, penachos, tupiniquins, ou ainda caboclos, possuem atribuição de arte, fantasia, exibição, sendo a dança do pau-de-fitas o ponto alto e apresentação final.
Já o vilão é formado por um pelotão de guerreiros, por isso que sua responsabilidade maior no conjunto é a de dar segurança. Quando parado, seus figurantes exibem habilidades acrobáticas.
A organização das guardas e a hierarquia dos ternos seguem modelos militares ou políticos. Na maior parte dos ternos, o “regente” é chamado capitão, mas em outros casos pode receber o distintivo de general ou guia. Existem outras funções nas guardas, tais como, presidente, fiscal, conselheiro, secretário, tesoureiro, madrinha do terno, madrinha da bandeira, soldados, bandeireiras etc. que variam de terno para terno, tanto em número como em funções e significações. Antigamente, o cargo de primeiro capitão era designado em alguns ternos pelo nome de marechal e as bandeireiras pelo nome de juizas. O presidente, nesse caso, era conhecido como dono do terno.
Durante o cortejo, o primeiro capitão se desloca o tempo todo se certificando se tudo está correndo bem com todo o terno, além de também "puxar" as músicas. O segundo capitão geralmente é responsável por reger a bateria, é o maestro. Dois outros capitães ou fiscais protegem as laterais e também se locomovem entre os dançadores. A madrinha do terno geralmente segue a frente, junto à virgem que carrega a bandeira, mas também transita pelo terno auxiliando na medida em que se faz necessário. A madrinha da bandeira auxilia as bandeireiras e também são responsáveis pelas crianças. No Marinheirão, existe a função de capitão das crianças, geralmente as mães, que podem carregar as crianças no colo quando elas se cansam.
Os fiscais auxiliam na condução do terno, na execução das músicas, na organização dos dançadores. São os imediatos do capitão, geralmente também impunham um bastão e trazem um apito. As funções de presidente, tesoureiro e secretários, exigidas para o registro oficial, geralmente são desempenhados pelos próprios capitães, madrinhas e fiscais. Os soldados são os tocadores e dançadores.
As bandeireiras ou andorinhas conduzem os estandartes e suas fitas fazendo coreografias. Antigamente, esta função só era desempenhada pelas garotas virgens. Muitas mulheres relatam que se a menina não fosse virgem e levasse a fita ou o mastro da bandeira, muitos acidentes poderiam acontecer, já que Nossa Senhora do Rosário seria a responsável por denunciar a farsa. Adereços de cabelo poderiam cair, a roupa se rasgar, ou a própria bandeira poderia sofrer danificações como se quebrar ou rasgar. Desmaios e doenças poderiam também dificultar a execução da função. Caberia a menina se afastar quando não fosse mais “digna” de carregar a bandeira do congado. Hoje, no entanto, esta tradição não é mantida pela maioria dos ternos.
Alguns atribuem sentidos místicos à escolha das cores, dos instrumentos, dos acessórios e dos ritmos, outros vêm nesses elementos apenas traços distintivos dos ternos. As roupas e acessórios são usados apenas nos dias de festa. Durante a campanha, cada um se veste a seu modo. Alguns ternos modificam os modelos de suas roupas todo ano, outros mantêm durante algum período. A indumentária que mais se renova é a das bandeireiras. Geralmente as roupas dos soldados possuem elementos identificadores dos ternos e não mudam de um ano para o outro. A indumentária é um dos elementos identificadores dos ternos, por isso a Irmandade do Rosário intervém na escolha das cores e adereços.
Os ternos só recebem a Carta de Comando – ordem para participar dos festejos – se estiverem filiados à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Uberlândia. Aqueles registrados em cartórios participam do Reinado sem o aval da Irmandade. Um representante da Igreja, geralmente o pároco, participa diretamente das decisões da Irmandade. A Irmandade é o elo de ligação dos ternos com a Igreja Católica e as subvenções governamentais. A Irmandade gerencia a festa, decide data de realização do cortejo, faz e refaz o estatuto da Irmandade e da festa, escolhe horários de realização de missas, procissões etc. A diretoria da Irmandade do Rosário é na verdade um reinado, onde os cargos são hereditários. Cada terno possui o seu “diplomata”, geralmente um capitão que fará sua representação nas reuniões com a Irmandade e os órgãos governamentais ou financiadores.
Durante a missa na Festa de Nossa Senhora do Rosário, que é o encerramento das solenidades religiosas, procede-se à cerimônia de entrega de reinado quando são coroados novos reis do ano. Segue-se o almoço, elemento forte de coesão social entre figurantes e membros da comunidade. Baixam-se os mastros oito dias após o término das festas.

14. Informações Complementares:
O Congado é um ritual afro-brasileiro que nasce dos cortejos de coroação de reis, do culto aos ancestrais africanos e das celebrações de santos da Igreja Católica. Uma dança ritual executada por guardas ou ternos de Congo, Moçambique, Marujo, Marinheiro e Catupé. Os dançantes prestam homenagem à Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito, aos antepassados e aos santos de sua devoção, principalmente aos santos negros Santa Ifigênia e N. S. Aparecida, mas também São Domingos, Nossa Senhora da Guia, Nossa Senhora d’Abadia, etc. Cada terno se diferencia do outro nas cores das roupas e dos acessórios, nos ritmos das músicas, nos instrumentos e na forma da dança.
Prevalesse o canto antifonal, isto é, um solista, geralmente o Primeiro Capitão, apresenta o tema e o coro responde. O Segundo Capitão com seu bastão e apito comanda os soldados na execução instrumental. Cada Capitão “puxa” uma série de músicas que podem ser elaboradas por ele ou pelo grupo e ainda outras aprendidas com outros ternos ou com os antepassados. Algumas músicas são “tradicionais” do terno, passadas de capitão para capitão. Outras são específicas de cada guarda. Existem também cantorias que são consideradas “segredo” que não podem ser reveladas para “os de fora” e que são aprendidas e “guardadas no coração”, só são executadas em cerimônias reservadas.
O trajeto do Congado é uma manifestação pública da fé, do pertencimento ao movimento cultural afro-brasileiro-mineiro-uberlandese. Os congadeiros rompem os muros que cercam suas comunidades e ganham a cidade, comemorando a manutenção de suas famílias e de sua cultura.
O ritual composto por elementos da cultura bantu é reelaborado no Brasil sob influência do contato com outros povos africanos, europeus e nativos. O Congado em Uberlândia, é fundamentado no mito da aparição e resgate da imagem de Nossa Senhora do Rosário e possui pelo menos duas versões: a) Nossa Senhora do Rosário estava dentro do mar, um garoto a vê submergir, chama os pais para verem, eles não acreditam. Então ele chama os Marinheiros, que também presenciam a santa submergir, eles tentam tirá-la, mas ela não sai do local. Chegam brancos e padres e tentam levá-la para uma capela, mas a santa “foge” do altar e volta para o mar. Vem, então o terno de Congo, todo colorido e canta para ela sair da água, ela submerge, mas ao ser levada para a capela dos brancos, volta a “fugir” para o mar. Um terno de Moçambique, todo vestido de branco, descalço, com gungas nos pés, canta para ela, que então submerge e lhes acompanha, eles então constroem uma capela para ela e ali Nossa Senhora do Rosário permanece, o terno de Moçambique então se retira sem lhe dar as costas. b) a segunda versão, contada por Maria Conceição Cardoso, do Moçambique Rosário de Fátima, afirma que ao tentar capturar escravos fugidos na serra da Montanhesa, um grupo de capitães do mato encontra um grupo de negros, vestidos de branco, fazendo rosários, com contas de lágrima em frente a uma árvore de umbaúba onde Nossa Senhora do Rosário estava encravada num galho. Os capitães do mato surram os negros e tentam capturá-los, mas eles permanecem imóveis. Apavorados com a visão voltam para a cidade e chamam um padre para ir até o local verificar o fato. E como na primeira versão, brancos e Congos não conseguem levá-la, Nossa Senhora do Rosário acompanha apenas o Moçambique que canta,